A saúde pública é tema recorrente nas campanhas eleitorais porque exige uma infraestrutura planejada e uma gestão inteligente nas cidades que garanta o bom atendimento da população. Consultas médicas, exames clínicos e medidas de prevenção sanitárias entram no escopo da área. Neste ano, particularmente, a pandemia de coronavírus (covid-19) exigiu mais dos gestores públicos municipais de todo o Brasil. Até as cidades mais preparadas tiveram alguns gargalos expostos como a falta de leitos, falta de equipamentos adequados e número insuficientes de profissionais da saúde atuando nos postos de saúde e hospitais.

Em Curitiba o número de casos graves ocupou os leitos e atrasou a fila para atendimentos mais básicos, como realização de exames, cirurgias e acompanhamentos de rotina. Ou seja, a luz de alerta está acesa na capital e isso exige um planejamento adequado na área da saúde para os próximos anos.

A Tribuna do Paraná ouviu os candidatos a prefeito de Curitiba nestas eleições 2020 para saber quais são as propostas de cada um para a próxima gestão. O objetivo é ajudar o eleitor a decidir o voto para o próximo dia 15 de novembro, data do primeiro turno das eleições municipais.

Rafael Greca (DEM) – “Nada faltou aos curitibanos com covid-19”

O prefeito e candidato da reeleição Rafael Greca disse, entre inúmeras outras ações citadas, que recuperou a área da saúde e “aos curitibanos que contraíram o novo coronavírus nada faltou, nem leitos, nem equipamentos e nem medicamentos”, apontou. O candidato também defendeu que dívidas de campanha anterior foram quitadas, com a entrega de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e unidades básicas novas e reorganizadas, com “almoxarifado completos com insumos, serviços ampliados, medicamentos nas prateleiras das farmácias e um aplicativo para aproximar os serviços e ajudar a zerar as filas nas portas das unidades”.

Ainda segundo Greca, o sistema estava sucateado em Curitiba, com falta de insumos básicos, obras inacabadas e abandonadas, como a UPA Tatuquara e a Unidade de Saúde Jardim Aliança. “Recebi uma rede de saúde sucateada, abandonada, sem itens básicos. E ao recuperá-la do descaso, estávamos sem saber preparando a cidade para enfrentar o maior desafio do século, o vírus mortal. E estamos vencendo, pois a nenhum dos nossos cidadãos, do mais rico ao mais pobre, faltou leitos, respiradores, medicamentos, orientação, informação, acolhida”, disse o candidato. 

Ele também menciona que conseguiu abrir quase 800 leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para pacientes com a covid-19. Destes, 355 em UTIs, parte deles na rede de parceiros privados e outra parte em hospitais abertos pela prefeitura no período da pandemia. Em dois meses, segundo o candidato, foram instalados três hospitais equipados e com profissionais qualificados: Vitória, Instituto de Medicina, e a Casa Irmã Dulce. 

“A Casa Irmã Dulce ficará como um dos legados para a cidade. O espaço será uma clínica de estabilização psiquiátrica para atender pacientes que hoje procuram as UPAs para urgência e emergência de saúde mental”, explicou.

De acordo com Rafael Greca, a prefeitura investiu de 2017 até agora cerca de R$ 6 bilhões. “Mais da metade de recursos municipais, que variaram de 20% a 22% das receitas arrecadadas, fatias que ficaram acima do mínimo constitucional de 15%”, contou.

Greca também menciona a criação do aplicativo de agendamento de consultas. “O aplicativo soma 12 milhões de acessos, 700 mil usuários com mais de 1 milhão de agendamentos”, disse o candidato. “Quando precisava de atendimento, buscava direto a UPA ou precisava ir para a fila de madrugada na unidade de saúde, para tentar marcar uma consulta. O aplicativo mais a reorganização da atenção à saúde básica, acabaram as filas na madrugada para garantir atendimento nas unidades de saúde”, completou. 

Caso eleito, Greca diz querer consolidar e ampliar ações e projetos já implantados e lançar o programa Saúde 4.1. Segundo ele, as bases para os próximos anos serão sustentadas por quatro pilares principais: “Menos fila com a ampliação do teleatendimento e das videoconsultas. Implantação do Hospital Dia, para agilizar pequenas cirurgias e procedimentos terapêuticos. Novos mutirões para zerar a demanda nas especialidades médicas, que cresceu por causa da pandemia. Ampliação do aplicativo Saúde Já, com novas funcionalidades, como resultado de exames e receituário on-line”.

Francischini (PSL) – Unidade 24 horas e médico da família

O candidato Fernando Francischini afirmou à Tribuna que irá implantar o Saúde 24h, que vai permitir a realização de consultas e exames eletivos em horários alternativos para zerar a fila de espera para fazer um exame. “Não vai ser só em horário comercial. A doença não tem hora para chegar. Quem precisa de Saúde em Curitiba não pode esperar. Não posso aceitar que um curitibano espere 6 meses para fazer um exame. Os centros de especialidades serão disponibilizados nas UPA’s”, disse.

O candidato destacou ainda que caso seja eleito “os Médicos de Família vão voltar e os Postinhos de Saúde da Prefeitura vão ter horário ampliado. Alguns fecham às 17h, outros às 18h. Neste horário as pessoas ainda estão trabalhando. É preciso readequar esta realidade para que o curitibano possa ser atendido”, disse.

Na área da saúde bucal, o candidato prometeu criar o Pronto Socorro Odontológico e fortalecer a Telemedicina na Saúde Pública de Curitiba. “A minha vice, Doutora Letícia Pan, está liderando isso. Ela é formada na UFPR, com Especialização, Mestrado e Doutorado pela USP e MBA Executivo em Saúde no Hospital Albert Einstein”, disse.

O candidato disse ainda que pretende informatizar a Saúde Pública de Curitiba com o Prontuário Eletrônico do Cidadão, que irá concentrar as informações do paciente agilizando o atendimento e facilitando a ação dos profissionais de saúde.

Goura (PDT) – Valorização do SUS e humanização no atendimento

Candidato pelo PDT, Goura afirmou que terá uma gestão de saúde baseada em alguns princípios e diretrizes. “Primeira delas é a valorização do SUS, como uma conquista do povo brasileiro. Não admitiremos retrocesso nessa política tão essencial para a qualidade de vida da nossa população. Vamos retomar o diálogo respeitoso e produtivo com todo o funcionalismo municipal que atua na saúde pública em Curitiba”, disse.

O candidato pretende ainda promover a estratégia da saúde da família. “Vamos fortalecer toda a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), trazendo a saúde mental logo para a atenção primária das nossas unidades de saúde. Vamos também agir de forma transversal buscando ações de várias secretarias com a sociedade civil para atuarmos na promoção da saúde, com um urbanismo que promova a saúde com mobilidade ativa, com campanhas sobre alimentação, para que segurança alimentar, os exercícios, e a ideia de que a saúde deve ser estimulada ativamente por todos numa constante no dia a dia da nossa cidade”, disse.

Humanização do parto também está nos planos do candidato caso eleito. “Vamos fazer com que a prática do parto humanizado seja uma constante, uma rotina em todas as maternidades públicas e privadas de Curitiba”, disse.

Sobre os servidores, Goura afirmou que buscará a realização de concursos públicos e que não seguirá com o processo de privatização da saúde que a atual gestão deu início. “Vamos garantir com que o SUS e o sistema público continue sendo a prática, a norma, com plena transparência e melhorando os processos de transparência garantindo os medicamentos para a população que precisa, garantindo atendimento de qualidade para quem precisa dele”, disse.

Christiane Yared (PL) – Dinheiro nacional pra honrar remarcações de atendimentos

Segundo a candidata, com as transferências de datas das cirurgias eletivas e todos os problemas que permearam a saúde de Curitiba em 2020, na atenção básica, na média e na alta complexidade, o ano de 2021 será de muito rigor para colocar sistema nos eixos, principalmente a lista de espera. “Infelizmente, o sistema público de saúde tem sobrecarregado o município de Curitiba, que acaba pagando uma conta que é da União e do Estado. Isso tem que ser revisto com governos federal e estadual através da repactuação. Com as regulações feitas vamos, em parceria com hospitais filantrópicos, conversar sobre recursos que devem ser repassados oriundos das emendas dos parlamentares e do Ministério da saúde para que possamos fazer o resgate de cirurgias eletivas e colocar nos trilhos as agendas firmadas e que foram proteladas por conta do coronavírus”, disse a candidata.

Pandemia de coronavírus deu um baque na saúde pública em 2020 e ainda preocupa em 2021. Foto: Arquivo/Pedro Ribas/ SMCS

Paulo Opszuka (PT) – Curitiba: território saudável e saúde da família

Paulo Opuszka (PT) afirmou à Tribuna que tem no horizonte as preocupações decorrentes da pandemia, mas sem esquecer toda uma série de questões que a antecederam e que permanecem e se agravaram em muitos casos. “Sabemos que a saúde pública vem sendo sucateada por isso uma de nossas metas é focada na valorização dos servidores públicos para que eles possam atender a população de forma eficiente e humana”, disse.

Segundo ele, desde 2012 o número de servidores públicos na área da saúde em Curitiba caiu de 7.500 para 6.841, em contrapartida, a população aumentou. “Vemos que faltam profissionais na atenção básica, na saúde da família, agentes comunitários e pessoal que trabalhe na Urgência e Emergência. Sabendo disso – e também do congelamento de investimentos públicos por 20 anos -, nossas propostas se baseiam no fato de que as políticas públicas de saúde não estão limitadas à assistência médica e à prevenção de doenças”, disse.

Para o candidato, o eixo principal é a defesa do SUS e de melhorias no sistema. “Prevemos a gestão participativa e solidária da Saúde. Queremos transformar Curitiba no que chamamos de ‘Território Saudável’. Colocaremos foco especial na Saúde da Família, aumentando equipes até que tenhamos uma equipe para cada quatro mil habitantes. Pretendemos expandir a Estratégia de Saúde da Família e do Programa Saúde na Escola”, disse.

Gravidez na adolescência, planejamento familiar e construção autônoma dos projetos de vidas dos jovens o preocupam. “Ainda dentro de nossas propostas está o aprimoramento das equipes. Isso significa inserir especialistas a fim de aumentar a capacidade de atendimento, de reduzir as filas de espera e de dar continuidade aos tratamentos pelas unidades básicas”, disse. “Não vemos a saúde como uma área apartada. Ao contrário, diversas de nossas políticas são pensadas para melhorar a vida dos curitibanos e grande parte delas têm impacto na saúde de cada um dos moradores e moradoras da cidade”, finalizou o candidato.

João Arruda (MDB) – Plano de carreira e bloqueio à terceirização

O candidato João Arruda (MDB) garantiu a implantação do plano de carreira aos servidores da saúde e a revisão do estatuto da função, dentre outras propostas para a categoria. “Vamos recuperar os direitos perdidos pelos servidores da saúde por conta do pacotaço do Greca. Além disso vamos acabar com essa história de terceirizações dos serviços de saúde, precisamos valorizar o nosso quadro de profissionais de saúde próprios de Curitiba”, disse.

O candidato explicou ainda que serviços de áreas fundamentais como saúde, educação e segurança devem ser mantidos integralmente pelo poder público. “Ao inserir a lógica do lucro nos serviços públicos fundamentais quem perde é o usuário, pois para maximizar os ganhos se perde na qualidade, e na saúde isso significa acidentes “, afirmou.

“Também precisamos investir em equipamentos e remédios, hoje o curitibano que precisa de um medicamento se depara com prateleiras vazias nos postinhos da cidade. Para onde tá indo o dinheiro que devia estar indo para saúde”, afirmou.

Camila Lanes (PC do B) – Valorização de servidores por uma saúde melhor

A candidata Camila Lanes afirmou que irá investir na valorização das equipes de saúde. “A atual gestão infelizmente fechou postos de saúde e hoje nós temos denúncias públicas de ausência de remédios que antes eram servidos e distribuídos. Queremos cada vez mais valorizar e o SUS e fazer desse sistema o principal aliado contra o covid-19”, disse.

Segundo a candidata, o objetivo é garantir que as UPSs sejam também espaços para testagem em massa da população e, junto com as equipes da saúde, fazer o rastreamento da disseminação do vírus. “Precisamos saber quais são as regiões e atividades que têm casos para assim definirmos quem fecha e quem abre, quem isola e quem volta. É necessário o conhecimento dos problemas da nossa cidade e um deles com certeza é o atendimento de saúde pública. Não podemos terceirizar nem privatizar o setor, pois é ele que garante que todos tenham condições plenas de ter acesso à saúde e à educação e aos direitos básicos”, disse.

Carol Arns (Podemos) – 26 unidades reabertas e zero fila

A candidata afirmou que abrirá, de imediato, 26 unidades básicas de saúde fechadas durante a pandemia. “Muitas pessoas estão com dificuldade para encontrar atendimento perto de suas casas, o que dificulta e limita o acesso aos serviços de atenção básica à saúde”, disse. Ela ainda pretende zerar a fila acumulada para diagnósticos, exames e cirurgias eletivas. “Temos que continuar com as ações de enfrentamento à covid-19, mas retomar urgentemente os demais atendimentos. Caso contrário, teremos uma situação que ser tornará insolúvel no próximo ano. Para isso, vamos fazer convênios, mutirões e o que mais for necessário”, disse.

Dr. João Guilherme (Novo) – Mutirões contra filas e parcerias com instituições

O candidato Dr João Guilherme afirmou também que em função da pandemia muitas pessoas adiaram consultas e exames e haverá uma demanda reprimida para especialidades médicas. “Vamos dar conta da fila de espera para atendimento especializado (como ortopedia, cardiologia) fazendo mutirões com especialistas e aumentar as parcerias com instituições privadas para atendimento de exames e cirurgias. Iremos manter a estrutura montada com recursos destinados para tratamento da Covid para realização de procedimentos eletivos e cirúrgicos de todas as áreas”, disse.

Dr Guilherme ainda promete avaliar a participação das organizações terceirizadas relacionadas a serviços de referência e implantar em Curitiba o modelo do Hospital Infantil Menino Jesus, administrado pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “Também implantaremos, imediatamente, um programa de telemedicina municipal permanente para atendimento de consultas ambulatoriais e de especialidades, evitando que pessoas que não precisem se desloquem até unidades de saúde. A médio prazo, investiremos em programa de prevenção de doenças e não no tratamento, através de campanhas educativas e atendimentos de profissionais das unidades de Saúde”, disse. Segundo o candidato é necessário reestruturar o sistema de atendimento à Saúde Mental em Curitiba. “Ter sistema estruturado de hospitais de retaguarda e referência em casos de internação para atender toda a cidade”, disse.

Eloy Casagrande (Rede) – Tecnologia e prevenção em prol da saúde

Eloy Casagrande defendeu o uso de tecnologia e prevenção para melhorar a saúde em Curitiba. “Nosso programa de saúde tem muita relação com a prevenção e esporte ao ar livre. Temos um problema nos bairros, nas triagens. Detectamos uma falta de pessoal para atendimento mais preciso, filas pra atendimento. É preciso o uso de tecnologia, por exemplo, nestes agendamentos”, disse. “Muitas vezes na prevenção temos o papel do agente saúde, visitando famílias e vendo os casos mais graves. É importante que exista investimento. Não podemos sobrecarregar os hospitais e não ter gente lá na ponta”, finalizou.

Letícia Lanz (PSOL) – Saúde é bem público e assim deverá ficar

A candidata Letícia Lanz ressaltou que saúde é um bem público e como tal assim será mantido. “Saúde não é mercadoria e não pode ser terceirizável muito menos privatizável, como foi feito com a merenda escolar aqui no nosso município. Vai ter que ser resolvida pelo próprio município com o orçamento do município e com o apoio incondicional do município ao SUS, que nesse momento inclusive corre sério risco de ser privatizado pelo Gover – no Federal”, disse.

Segundo a candidata, Curitiba sairá da crise do coronavirus com uma série de problemas de saúde. “Todos os exames que haviam sido agendados e marcados foram adiados. Nós teremos filas imensas em nome de uma produtividade que ninguém sabe de onde que foi que o prefeito tirou, reduzindo nossas equipes e em cerca de 26%. Além disso, tornou terceirizáveis uma série de serviços que são prestados pelas nossas unidades de saúde”, completou. Segundo Lanz, “saúde uma prioridade absoluta de uma administração que pensa em cuidar das pessoas e não do lucro das corporações”, finalizou.

Marisa Lobo (Avante) -Ivermectina e valorização dos servidores

Para Marisa Lobo, o modo como a atual gestão lidou com a pandemia do covid-19 foi um desastre. “Ao invés de adotar o protocolo da morte que está em vigor, eu teria optado pelo protocolo da vida, mantendo o comércio, os serviços e, principalmente, as escolas públicas abertas. A atual gestão falhou e falhou muito nesta questão”, disse.

A candidata promete, se eleita, adotar o tratamento precoce e criar o gabinete de enfrentamento à pandemia. “Vamos disponibilizar ivermectina à população. Milhares de mortes teriam sido evitadas com o uso da ivermectina no Brasil e em Curitiba”, afirmou. Além disso, ela disse que irá retomar planos de carreira com requalificação constante. “Servidor capacitado é servidor motivado, com reflexo direto na qualidade do serviço prestado. Sou a favor da participação do setor privado no atendimento à população, por intermédio de parcerias, respeitando a legislação”, disse.

Professor Mocellin (PV) – Prevenção e atenção à saúde mental e antidrogas

Para o candidato Prof Mocellin, o foco deve ser na medicina preventiva, com maior número de especialistas, melhoria das UPAs e um amplo plano de ação para saúde mental e tratamento de usuários de drogas. “É necessário fortalecer e dar maior autonomia para a FEAES (Fundação Estatal de Atenção à Saúde) que atualmente administra o Hospital Zilda Arns (Hospital do Idoso), as UPAs da cidade (com exceção das unidades do Tatuquara e da CIC), a Maternidade do Bairro Novo, o SAD (Serviço de Atenção Domicilar) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). Por meio da FEAES, a compra de equipamentos, medicamentos e a contratação de profissionais da saúde é muito facilitada”, disse.

Segundo ele, nas Unidades de Saúde os horários serão estendidos, com ampliação dos profissionais da saúde e mais especialidades, oferecendo assistência integral à população carente, com o aumento na capacidade do sistema. “É necessário ampliar as equipes do Programa Saúde da Família e as ações preventivas. Em áreas consideradas críticas, serão criados Centros Integrados de Saúde ou unidades móveis, levando o poder público até a comunidade”, disse.

Entre as metas de seu plano de governo estão o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família e garantia de atenção às gestantes e crianças. “Curitiba precisa integrar as políticas de Saúde, Educação e Assistência Social voltadas às crianças de 0 a 6 anos e implementar o Plano Municipal pela Primeira Infância”, disse.

O candidato ainda ressalta a importância das atividades físicas, como caminhadas, recuperação de cardíacos, acompanhamento de hipertensos, entre outros; Classificar academias e outros empreendimentos de atividades físicas como atividade essencial e assim reduzir a alíquota de ISS. “O meio ambiente precisa ser limpo para que haja saúde. No meio da poluição proliferam todos os tipos de doenças”, alertou.

O candidato ressaltou ainda o cuidado com os animais domésticos. “Vamos investir em uma Campanha de Conscientização e alertar sobre os cuidados com a nutrição animal, bem estar, saúde pública e zoonoses, vacinações e controle parasitário, higiene e a necessidade do animal consultar periodicamente o veterinário”, disse.

Unidade básica de saúde de Curitiba. Imagem ilustrativa. Foto: Daniel Castellano / SMCS

Professora Samara (PSTU) – Horários diferenciados e opinião da comunidade

A candidata defende o SUS e investimento público somente na saúde pública. “Propomos: ampliar o horário de atendimento médico nos postinhos com contratação via concurso de mais profissionais da saúde; fim das parcerias com as organizações sociais, que gerenciam o hospital do idoso e a UPA do CIC; incorporação dos terceirizados no funcionalismo público; investimento no programa Estratégia Saúde da família para atender 100% da população. Ouvir os profissionais da saúde e a comunidade para saber se resolvemos o inchaço aumentando o tempo de funcionamento dos postos de saúde ou se é através da construção de novas unidades de atendimento”, disse.

Segundo a candidata, atendimentos especializados são realizados através da compra de leitos em hospitais privados, “as pessoas demoram meses até serem atendidas, isso porque essas instituições priorizam o atendimento de quem paga, depois dos planos de saúde, somente então os pacientes do SUS. Precisamos investir na construção de hospitais e equipamentos públicos com contratação de especialistas pela prefeitura”, disse.

Zé Boni (PTC) – Valorização de profissionais e UPA central

O candidato Zé Boni promete a valorização dos profissionais da saúde e o aumento do efetivo. “Há planejamento para criação de uma UPA na região central da capital para onde irá desafogar o atendimento de outras. Queremos um sistema de gestão com Inteligência Artificial para que tenhamos mais agilidade e coesão não apenas nos atendimentos, mas também na gestão dos estoques e das equipes de trabalho”, disse.

Segundo ele, com esse sistema seria possível transferir pacientes de uma UPA superlotada para atendimento em outra que haja menores filas, devidamente identificados e encaminhados. “Diminuiremos as filas por atendimentos e cirurgias com mutirões e garantiremos uma saúde de excelência para a população que será referência no Brasil”, disse.