Candidatos à prefeitura de Curitiba realizam, nesta quinta-feira (05), mais um debate informal. Desta vez participam João Arruda (MBD), Eloy Casagrande (Rede), Professora Samara (PSTU), Camila Lanes (PC do B), Professor Mocellin (PV) e Paulo Opuszka (PT). Fernando Francischini (PSL) chegou depois e foi aceito pelos outros candidatos.

Os candidatos partiram em caminhada da Boca Maldita, no final da manhã, e seguiram até a Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. Eles cobram a presença do prefeito Rafael Greca (DEM), que acusou os rivais de perseguição. Greca participou do papo com os candidatos com a Tribuna e terá sua entrevista publicada na íntegra em breve.

O candidato João Arruda foi o primeiro a falar e relembrou a decisão que julgou um caso de estupro como culposo. “É preciso coragem pra trabalhar muito nesse primeiro turno e levar a eleição pro segundo turno. Não existe estupro culposo, não existe estupro acidental. Enfermeiras diariamente sofrem abusos da administração, guardas municipais. Mulheres trans vítimas de preconceito. Usamos essa palco para combater o preconceito”, disse o candidato.

Eloy Casagrande usou um nariz de palhaço e cobrou a presença de Greca. “Toda população é usada por uma máquina utilizada por uma administração que nos faz de palhaços. Vamos aos bairros e as pessoas estão desacreditadas, precisamos reivindicar que a democracia seja diferente. Lutamos por quatro anos contra ataques. É preciso o debate”, disse o candidato, que utilizou um nariz de palhaço em protesto.

A candidata Professora Samara afirmou que pretende fazer uma administração para os trabalhadores. “Temos um programa pra classe trabalhadora, que busca romper com o lucro de empresários e banqueiros. As eleições não mudarão nossas vidas. Os candidatos prometem e quando acaba a eleição seguem como antes”, disse a candidata.

Na sequência subiu ao palco a candidata Camila Lanes, que lembrou a importância da educação pública. “Estamos chegando à reta final sem o diálogo com o prefeito. Curitiba não se resume ao centro, a população que trabalha nessa cidade mora em outras regiões. Como ficam as ruas do Parolin, do Caximba?”, cobrou a candidata.

Depois foi a vez do Professor Mocellin, que lembrou da importância história do Centro de Curitiba. “A democracia do Brasil respira por aparelhos. É preciso debater, combater. Curitiba cidade modelo, é um mito. Nossos rios estão poluídos, esgoto à céu aberto. Rio Barigui, Bacacheri, Atuba, o título de capital ecológica não se sustenta mais”, disse o candidato.

Fernando Francischini ressaltou o clima amistoso entre os candidatos e aproveitou para mandar uma indireta para a atual gestão, ao falar sobre obras e pavimentação das ruas. “Uma cidade não é só concreto e asfalto, uma cidade são pessoas que moram no concreto e no asfalto. E essa deve ser nossa prioridade. Deixo um agradecimento especial pela convivência pacífica que tivemos, demos exemplo aqui em Curitiba para o Brasil inteiro. Os partidos pensando diferente, os candidatos pensando diferente, mas entre nós, fizemos debates em praça pública sem um ato de hostilidade”.

Encerrando o debate, o candidato Paulo Opuszka lembrou que o local onde estavam, a Praça Santos Andrade, “é um espaço da democracia e da faculdade de direito (da UFPR)” e também falou sobre as bandeiras da sua campanha. “Esse debate é o debate de democracia e nossa campanha discutiu o que realmente importa. Nossa campanha falou de habitação, de alimentação, de segurança alimentar, falou de periferia, falou de pobreza, falou de falta de sustentabilidade, falou de transparência, defendeu o servidor público, defendeu o direito de todos, defendeu a possibilidade de que os pobres possam ter acesso ao que for necessário para suas vidas e uma política pública para todos”, afirmou Opuszka.

Greca se defende

“A legitimidade de todo debate pressupõe o conhecimento de causa. Ficou claro que meus adversários não o tem, pois a estratégia dos mesmos é de fazer ataques orquestrados à minha gestão e à minha pessoa. Preferia que eles tivessem apresentado suas propostas para a cidade. Para mim o desaforo é a ausência do argumento”, disse Greca, em nota enviada à Tribuna no primeiro debate. Confira o plano completo de governo de Rafael Greca.

Candidatos em 20 minutos

*Fim da Urbs e utilização de servidores em obras. Professora Samara (PSTU) em 20 minutos

*Tarifa zero no transporte e gestão para as pessoas. Letícia Lanz em 20 minutos

*Terceirização contra filas e passagem mais barata. Carol Arns em 20 minutos

*IPTU Verde e urbanismo com ciência. Eloy Casagrande em 20 minutos