Hoje abordaremos dois temas muito necessários na atualidade: propósito e voluntariado. Se percorrermos uma livraria veremos em diversas capas de revistas, livros, jornais, assim como em vídeos do YouTube, artigos e matérias falando da importância de se ter um propósito no trabalho, ou mesmo algo ainda mais profundo, que é a busca pelo(s) propósito(s) de vida.

Porém, não vemos mais com tanta frequência, como há uns dez anos, o estímulo ao trabalho voluntário. Vemos, sim, pessoas querendo doar seu tempo e seus talentos por uma causa, mas sem muita clareza do que é uma ação voluntária ou um trabalho voluntário mais permanente.

E o que estes dois temas têm em comum?

Podemos ter em mente que ter um propósito, um sentido, um significado, um PARA QUÊ do trabalho que realizamos pode fazer bastante diferença não apenas na produtividade, algo que interessa a quem nos emprega ou a quem atendemos (clientes), mas principalmente para cada pessoa que trabalha, pois gera felicidade, saúde emocional, mental e física, e um senso de relevância naquele grupo de pessoas que trabalham juntas, alinhadas em busca de algo maior que elas e que simplesmente pagar as contas no final do mês.

Mas e o voluntariado? Este, sim, precisa necessariamente ter um propósito, que com certeza vai bem além de ganhar pontos no currículo, pois para que seja efetivo, precisa abranger uma VONTADE, um forte QUERER voltado a melhorar algo na vida das pessoas e na sociedade como um todo. O propósito é imprescindível quando queremos apoiar a vida de idosos, crianças de rua, melhorar hospitais, comunidades de baixa renda ou as infinitas possibilidades de voluntariado…

E para ilustrar, cito um projeto aqui em Curitiba, o qual precisa de voluntários e diversos tipos de apoio, e que surgiu a partir de um propósito de Ana Paula Döring, sua idealizadora, e outras pessoas que queriam cooperar com migrantes e refugiados recém-chegados à cidade.

O projeto “O planeta é um só”, cujo principal objetivo é gerar convívio entre migrantes, refugiados, apátridas e brasileiros, surgiu a partir da vontade de incluir estas pessoas em uma comunidade, propiciar momentos de sociabilidade e integração, abrindo-lhe portas e oportunidades concretas de contatos com pessoas, venda de alimentos, produtos e serviços.

E o principal, mostrando uma atitude de abertura a estas pessoas que migram, uma atitude de acolhimento e solidariedade. Ana Paula, quando o idealizou, assim que a guerra da Síria começou a gerar a situação de milhares de pessoas barradas nas fronteiras da Europa, pensou: “como seria se eu estivesse no lugar destas pessoas?”

A situação de desrespeito aos direitos humanos, previstos inclusive em leis internacionais que em tese protegem estas pessoas, não poderia continuar. Como o problema é complexo demais, fazer algo em nível local já poderia melhorar a vida destas pessoas. Neste projeto, onde podemos ver o propósito? Praticar os princípios de proteção ao direito à vida e de igualdade entre os povos e também permitir que possamos vivenciar os benefícios da inter-culturalidade. E você, qual propósito lhe move?

Quer cooperar com “O planeta é um só”? Se informe como em: www.facebook.com/oplanetaeumso

Neste próximo sábado, dia 07/10, acontecerá um evento do projeto, no Instituto Tibagi, das 14:30 às 18:00. Rua Conselheiro Laurindo, 600, piso P, Shopping Capital, Centro.