Nos dias atuais, duvido que seja possível encontrar uma única mãe de primeira viagem que não tenha apelado uma vez sequer (ou inúmeras vezes) aos blogs de maternidade para entender um pouco melhor essa viagem maluca na qual a gente se mete quando vira mãe. Eu mesma perdi as contas de quantas vezes já fiz buscas no Google para tirar uma dúvida e me “perdi” nas histórias maravilhosas de maternidade contadas pelas blogueiras nessa imensa rede que é a internet. Não adianta dizer que a comparação não leva a nada. Quem é mãe quer saber as experiências de suas iguais e saber como elas passaram pelas situação que está vivenciando, mesmo que elas sejam meras desconhecidas desabafando na internet.

Para quem é jornalista, a situação piora ainda mais. Duvido que seja possível encontrar uma única mãe jornalista que nunca tenha pensado em criar um blog para dividir suas experiências de maternidade. E é claro que essa ideia já tinha passado pela minha cabeça inúmeras vezes desde o nascimento do Davi, meu primeiro (e único, pelo menos até agora) filho, em julho do ano passado. Mas sempre surgia aquela dúvida: “será?”. A ideia ficou um pouco mais séria quando estava em um chá de bebê alguns meses atrás e uma amiga soltou: “Ana, você gosta tanto de falar do assunto, devia ter um blog!” (alô, Estê!).

E aquilo ficou na minha cabeça por dias e dias. Até que a ideia virou um projeto de verdade, quando as amigas mamães da redação da Tribuna, Paula e Giselle, toparam dividir o desafio comigo. Desde então, a maternidade toma ainda mais tempo nas nossas vidas, elaborando detalhes desse blog, que hoje finalmente entra no ar. Apesar de o nome escolhido colocar as mães em evidência, fica aqui nosso convite para que todos os que se interessam sobre assuntos relacionados à criação dos filhos (pais, avós, tios, irmãos, professores, etc) fiquem à vontade para participar dessas discussões com a gente! Esse espaço também é de e para vocês!

Por aqui, além de nossas experiências pessoais como mães, vocês vão encontrar muita informação de qualidade sobre diversos aspectos da maternidade (afinal, somos jornalistas, se é pra fazer alguma coisa, vamos levar a sério, claro!). Mas, antes de tudo, vamos às apresentações!

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Ana Carolina:

Quando ainda morava lá em Maringá, na minha vida de adolescente, eu tinha basicamente três sonhos: ser jornalista, casar e ter filhos (sim, romantismo é pouco, eu sei, mas me deixa!). A vinda a Curitiba, em 2003, proporcionou uma coisa de cada vez. Primeiro a faculdade, em 2003 mesmo, e depois o casamento, em 2012, com o Euclides. Mas, passados mais de dez anos desde a minha mudança pra cá (já com a experiência de ser “mãe de bicho”, com a chegada da Coquinha em 2013), ainda faltava um: o filho!

E o último desses sonhos foi realizado em julho de 2016, com a chegada do Davi (mais conhecido como Davizinho, entre os íntimos), atualmente com 1 ano e 3 meses (quase 4 já!), o menino mais lindo, esperto e simpático que eu já conheci (eu sei, toda mãe vai achar que o seu é “mais”, mas, de novo, me deixa!).

Desde então, tenho descoberto uma nova vida cheia de surpresas e desafios. E, ao mesmo tempo, também estou descobrindo uma nova Ana Carolina, com a mesma essência daquela adolescente lá de Maringá, mas com outras preocupações, outras prioridades e outra visão de mundo, muito mais colorida e animada (e bota animada nisso, gente! o piá não para mais!).

Paula:

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Apaixonada por bichos, “mãe” de dois cachorros e tia da Camila, uma menina linda de 13 anos e do Bernardo, um “piá” super esperto de três aninhos, acabei adiando a maternidade por bastante tempo.

Não que não desejasse ser mãe, mas esperando pelas condições ideais de moradia, carreira e ainda concluir outros projetos pessoais (estudo, viagens, etc, etc), deixei o tempo passar. Mas tudo mudou mais ou menos em setembro de 2015, quando ao procurar um médico para tratar o que eu acreditava ser um problema do ovário, recebi a notícia que revolucionou minha vida: tinha um bebê a caminho!

Desde então, tenho curtido todas as delícias e dificuldades (e pouquíssimas horas de sono) da vida de uma mãe. Após uma gravidez tranquila e um parto intenso (depois conto para vocês), no dia 8 de junho de 2016 Pedro veio ao mundo e eu nasci como mãe. E ao longo deste um ano e quase cinco meses, passei por uma grande transformação. Agora, tento equilibrar minha rotina para poder estar o máximo ao lado do meu “filhote”, enchendo meu pequeno de amor e redescobrindo o mundo pelos seus olhinhos curiosos. Hoje, não me imagino mais sem o Pedro e não sei como pude viver tanto tempo sem ele. É difícil ser mãe, mas é a melhor experiência do mundo <3

Giselle:

Sim, porque até o chão da cozinha serve para curtir uma selfie com os filhos! Foto: Arquivo Pessoal
Sim, porque até o chão da cozinha serve para curtir uma selfie com os filhos! Foto: Arquivo Pessoal

Desde a época do namoro, eu sonhava em ter filhos, aquela família de comercial de margarina, com tudo perfeito, lindo, saudável. Imaturidade? Não. Era a vontade de dar o meu melhor para que o projeto filhos fosse assim mesmo (em partes, acho que consegui!).

Mas eu mal tive tempo de planejar. Enquanto eu e meu marido começávamos a falar do assunto, susto! A linda Danielle, a mais doce das crianças que conheci em minha vida, já estava lá em meu ventre. E há sete anos, a felicidade nunca mais me deixou. Dani é minha razão de viver (aliás, a história do dia que descobri a gravidez rende uma excelente crônica, conto depois).

A segunda gestação veio, mas em dezembro de 2013, com 12 semanas, o sonho do segundo filho foi embora com um aborto espontâneo. Aos outros, eu parecia ótima, conformada. Mas por dentro, aquela dor me corroeu por semanas. Mas me levantei, continuei. Passei por muitos altos e baixos. Até que em janeiro de 2015, a notícia: Daniel estava a caminho! E ele chegou em setembro daquele ano, meu menino levado. Adoro cada bagunça que ele faz, sorrindo pra mim.

Tá bom Slash, meu peludinho fofo! Não vou esquecer de você, que veio antes da Dani e do Daniel. Sempre deitado ali no meu ombro, me fazendo companhia durante a amamentação.

Vocês todos (Dante, você também está nessa!) me fazem uma mãe muito cansada, mas imensamente feliz!