As portas se abriram tão logo os violinos tomaram a igreja com a marcha nupcial. Os convidados se levantaram encantados com a beleza da noiva, em seu majestoso vestido.

Era chegado o grande momento, o grande dia. Por isso mesmo, ela apertou o buquê com força, dando o primeiro passo com o pé direito.

Entre flashes e sorrisos e alegria e encantamento, alguém soltou um grito de susto. Era uma das madrinhas, ao perceber que o noivo acabara de se estatelar lá na frente do altar.

Após uma enxaqueca causada por uma hipertensão arterial não tratada, o rapaz de 38 anos simplesmente desabou, precisando ser encaminhado às pressas para o hospital. Se o mal súbito não o matou, é quase certo que a noiva o mataria mais tarde.

Essa semana 42 mil brasileiros irão se casar. Além de muito amor, o que essas pessoas teriam em comum? Simples, a maioria nunca ouviu falar de exames pré-nupciais.

Mais do que evitar futuros transtornos conjugais (doenças transmissíveis e infertilidade são exemplos corriqueiros que costumam murchar qualquer sonho de amor), uma avaliação médica antes do casamento pode simbolizar a vontade de uma vida nova, com a perspectiva de mais saúde e – quem sabe – até mudanças de hábitos arraigados, como o sedentarismo e alimentação desregrada.

Artigos científicos comprovam que pessoas saudáveis costumam beneficiar seus relacionamentos com mais saúde. Além disso, casais saudáveis ficam juntos mais tempo e, claro, também costumam gerar filhos igualmente saudáveis.

Simples e romântico assim.