Torcedores acham que medo faz jogador ruim ficar bom, é isso? Que sair na porrada é o melhor caminho pra melhorar a sorte do dirigente que busca um atleta de qualidade no mercado. Talvez se juntar em bando pra depredar o carro do técnico faça ele propor um novo esquema tático milagroso. Em que tempo vivemos?

Assusta ler textos como o que a organizada divulgou na semana que passou. Nos seus canais oficiais, sem anonimato ou qualquer intenção de esconder suas reais intenções.

“Acabou a paciência, a camisa e a instituição CORITIBA serão respeitadas por bem ou por mal”. O trecho mais contundente da carta é bem claro. O mal prosperará, se o bem não surtir o efeito desejado.

Desde já, os “torcedores” estabelecem um marco: “Se algumas pessoas não têm respeito pela torcida, nós também não teremos por essas pessoas”. Apreensão em lugar de apreço. Gol contra, pra dizer o mínimo.

Por bem

Mais que se revoltar contra o centroavante que perdeu cinco pênaltis seguidos, ou o goleiro que deixou passar aquela bola fácil por entre as pernas, é preciso deixar claro o quão inaceitável é reagir a deficiências técnicas com ameaças e violência.

É obrigação de qualquer torcedor que se preze, independente do escudo que defenda, repudiar posturas bélicas como a tomada pela Império. Sim, paciência tem limite. A nossa!

Com raríssimas exceções, os grupos organizados já demonstraram que, a despeito das “festas” que produzem nos estádios, e do inegável e útil apoio motivacional, hoje fazem muito mais mal que bem aos clubes. Vide o que tem acontecido no Atlético, que vive constante crise com a Fanáticos.

Os times são das suas torcidas. Da massa, e não das organizadas. De quem paga ingresso, ou mensalidade de sócio. Que ajuda, grita, festeja e sofre. Momentos bons e ruins. Não são, ou não deveriam ser, daqueles que ameaçam quebrar tudo.

Por bem, pessoas como as que forjaram o infeliz texto assinado pela Império deveriam ser identificadas e proibidas de frequentarem estádios de futebol.