Em Salvador, o Coritiba ganhou do Vitória.

Como foi o jogo no Barradão, a angústia que provoca a obrigação de reverter uma perda, dependendo de um atacante quase inativo (Wanderley), e a consciência de ser frágil, daí se defender para fazer do ataque uma eventualidade, tudo se submete ao resultado final.

E, para alcançá-lo, o Coritiba sobrou: podendo empatar, mas também podendo perder em razão da improvável vitória do São Bento sobre o América-MG (2×1), ganhou de 2×1.

Uma análise fria dessa volta do Coxa ao Brasileirão não deve adotar como referência questão técnica ou tática.  Em um campeonato que tivesse o mínimo de qualidade, esse time alviverde não teria condições de sobrevivência.

Foi então que recorreu ao único elemento que lhe restou: a camisa, que continua a capacidade provocar a velha paixão coxa-branca e atrair multidões para o Couto Pereira. Não obstante isso ter sido possível só com o valor subsidiado do ingresso, não há como negar que uma média de 22 mil pagantes por jogo em uma Segundona tem um significado que deve ser valorado. Se fosse por paixão criada pela história, R$ 5,00 seriam absurdamente caros.

Fosse eu coxa, ficaria quietinho no meu canto.

É que não iria perder a consciência de que ser rebaixado com frequência, e pela última vez ficar dois anos jogando a Segundona, não é coisa do futebol. Tratando-se de um clube histórico e com poder popular, é consequência da falta de respeito a si próprio.

Se não falou, alguém repetir o velho clichê, que “o Coritiba voltou para o lugar de onde nunca deveria sair”.

Não me associo à essa mensagem. Pelos últimos anos, nem os coxas de razão podem garantir qual é o exato lugar do grande clube.

Essa coluna é uma homenagem às coxas Antoninho Loyola, Walter Borges Carneiro, Telmo Cherem e a Luiz Carlos Gabardo.

De primeira

Quando termino a escrita sobre os coxas, o Furacão começa a jogar em Fortaleza. Na segunda escrevo sobre o jogo, mas em especial sobre essa ameaça de que Rogério Ceni seria o novo treinador.