Até um dia desses, encontrava-se no valor do ingresso subsidiado, a motivação para a média de público no Couto Pereira bater em 35 mil pagantes por jogo. Agora, é possível afirmar, que não é só isso, embora seja importante. Há, também, um outro fator: os coxas já não tratam a luta para voltarem ao Brasileiro como humilhação à sua história. Como o time no campo, a torcida coxa na arquibancada, ganhou a consciência de que, não podendo o que fazer, é preciso enfrentar a realidade.

Hoje os coxas jogam contra o Vitória, no Couto. Até um dia desses, a luta era para alcançar o G-4. Agora, é para alcançar a liderança.

Exercício do direito

Repercute, ainda, o ato dos jogadores do Figueirense de não jogarem em Cuiabá, o que irá provocar os efeitos do WO sobre o clube. Agora, mesmo, os jogadores do Paraná submeteram o clube à ameaça de não concentrarem para o jogo contra o Atlético-GO. Se há lei que da qual origina o direito de o atleta não jogar (e há), ele pode ser exercido. Mas, a mesma lei, autoriza denunciar descumprimento contratual à CBF, e essa tem obrigação de intervir. Se os jogadores do Figueirense fizessem a denúncia, haveria um resultado prático, sem o trauma do WO. Na verdade, a grande responsável é a CBF, que se omite sob a alegação de que ela precisa ser provocada. Então, mude-se a lei: a CBF tem a obrigação de fiscalizar os clubes, sem ser provocada.

Nikão

Nikão não joga, ou quando joga, sai do banco, pela vontade de ir embora, disse o treinador Tiago Nunes. Se é assim que o treinador falou, então alguma coisa não está bem explicada. Se Nikão quer ir embora, então não pode sequer ficar no banco. Explico: um jogador com esse estado de espirito, só entra em campo para cumprir obrigação profissional. O erro, então, não é mais de Nikão, mas do próprio clube.