Pela Libertadores, em Cochabamba, Athletico 3×2 Jorge Wilstermann. Voltar a jogar a Libertadores é como entrar em um buraco negro. Em razão da Covid-19, não há a noção exata do que irá se enfrentar.

É possível que alguém atribua a vitória do Furacão ao fato de que o time boliviano havia 6 meses que não jogava. É um fato verdadeiro, mas, não pode ser isolado de outra verdade relevante: o jogo foi jogado em uma altitude de 2.574 metros, que estraçalha os mais resistentes pulmões. É possível afirmar, então, que uma coisa compensou a outra.

O Furacão descobriu que o ano de 2020 não terminou como o de “1968”, do imortal Zuenir Ventura. Talvez, por isso, resolveu jogar. E jogou como nunca tinha jogado esse ano: surpreendentemente brilhante. E de imediato, qualquer análise, não pode descartar a influência decisiva do treinador Eduardo Barros. Sem Nikão e Léo Cittadini, escalou o meio com Wellington, Erick, Christian e Lucho González como um falso 9.  De falso, Lucho não teve nada. E, quando precisou ganhar, ao invés do inacabado Bissoli, colocou Walter.

O Furacão foi tão bem ordenado, que não se importou em sair perdendo com o gol de Álvares. Por jogar bem, jogava com personalidade. Já era para ter marcado, quando Lucho González empatou no pênalti sobre Fabinho. 

O segundo tempo teve uma diferença: o Athletico foi melhor ainda. Provocado pelo segundo gol do Jorge (Serginho), liberou Christian para jogar mais à frente. O resultado foi o mais nobre momento do jogo: Christian vindo de trás, tabelando, foi área adentro para marcar o gol de empate. E, logo depois, Walter, chutando com a sua alma rubro-negra, fez 3 a 2. Então, o Furacão ganhou um reforço inusitado para os minutos finais: a altitude jogava contra o time de Cochabamba, que destroçado, arriou.  

Será Christian o novo Bruno Guimarães? Talvez. Pode ser. Ontem, lembrou.

O caso Sassá

Sassá jogou contra o Athletico, não fez gol, e o Coritiba perdeu o jogo. Depois, à noite, foi a uma reunião social. O Coritiba afirma que Sassá desrespeitou o protocolo do COVID-19, o que constituiria justa causa para rescindir o seu contrato.

A reunião social é só um pretexto para o clube implementar o que há tempo já vinha querendo: dispensar o atacante em razão do seu salário. Se Sassá tivesse feito gol, e o Coritiba não tivesse perdido o Atletiba, poderia continuar fazendo festa.