Contra o Guarani, no Couto Pereira, o Coritiba, nesta terça-feira, vai levar a sua crise, que foi alastrada para todos os seus cantos. Se não fossem o bastante as crises financeira e técnica, agora, há a exposição dos jogadores em balada sertaneja. Os coxas, em tese, por jogarem no Couto, são favoritos. Se jogarem o razoável, devem ganhar sem traumas do Guarani, cujo objetivo foi limitado a voltar à 3ª. divisão.

Mas, a questão é: é possível que nesse ambiente de anarquia, o Coritiba possa ser razoável? Quando se troca um treinador, nas circunstâncias em que o Coxa trocou, tem o objetivo de receber imediatamente a influência daquele que chega. Concordo, é um despropósito quase desumano impor essa situação. No entanto, essa atenuante não serve para Jorginho, porque o treinador sabia dessa exigência quando aceitou o cargo. E, o que se há até agora, é uma regressão como foi provada na derrota para o Paraná.

E, se o Coritiba alcançar o extraordinário, que é ser razoável? A vitória sobre o Guarani não irá remover os seus problemas, embora sejam agravados. Apenas, criará um disfarce até o próximo fracasso. É, talvez, a única coisa que resta é o disfarce. Se é assim, o Coritiba que disfarce bem nesse jogo contra o Guarani. Tente ser mais do que razoável. Tente o impossível, que jogar o que não pode jogar.

Balada

De folga, o jogador tem todo o direito de sair com a família, como os jogadores do Coritiba tinham no sábado. Tinham o direito de irem à balada, mesmo para ouvir e dançar a música sertaneja cujo nível se tornou rasteiro no Brasil. No entanto, há ocasiões, em que esse direito deve ser exercido de forma mais discreta. Pode até ser uma noitada cheia de badalo e mulheres. Mas, a exposição escancarada, depois de uma derrota para um rival, em um período de crise, torna o exercício desse direito abusivo. Tudo isso, é consequência da falta de comando que não impõe o respeito à Instituição.