maissaude_ultrasom.jpgQuem imagina que o exame de ultra-som, conhecido popularmente por ecografia ? por aproveitar o eco produzido pelo som para ver em tempo real as sombras produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo – só serve para apontar o sexo da criança no ventre de uma gestante está enganado. Atualmente, os exames ultra-sonográficos não se limitam à área de ginecologia e obstetrícia. São fundamentais para estudos abdominais, urológicos, cardíacos, vasculares, músculo-esqueléticos, cervicais e emergenciais, além de propiciar a orientação precisa de procedimentos invasivos como biópsias e drenagens, entre outros.

Nas mais diversas áreas da medicina, a ultra-sonografia vem continuadamente ocupando espaço e tornando o diagnóstico mais preciso e confiável. Essa evolução vem acontecendo em decorrência dos avanços na área tecnológica que, na última década, propiciaram a perfeita formação de imagens digitalizadas, transdutores de banda larga, aquisição de imagens com altas freqüências sonoras, com feixes em angulações cruzadas, técnicas de harmônica e, mais recente, as imagens tridimensionais em tempo real (4D).

Pré-natal

A ultra-sonografia usa a freqüência das ondas emitidas pelo equipamento. Esta freqüência é bem acima do que o ouvido humano consegue ouvir, por isso não se percebe nenhum barulho durante o exame. A energia produzida bate no órgão a ser analisado e volta, se transformando em uma imagem na tela de um computador.

Nos exames pré-natais, além de apontar o sexo da criança, o ultra-som acusa malformações, por conseguir definir fielmente as estruturas fetais. Consegue até identificar se bebês gêmeos estão na mesma placenta ou não. Em adultos, o moderno aparelho também tem indicações: é mais preciso no diagnóstico do câncer de mama em jovens e na identificação de certas anomalias do útero.

Por não produzir radiação, como nos exames radiográficos ou na tomografia computadorizada, a ultra-sonografia é um método inócuo, barato e ideal para a avaliação de gestantes. O médico passa na barriga da paciente um aparelho chamado transdutor, que transforma sinais elétricos em pulsos sonoros. Nas áreas preenchidas pelo líquido amniótico, as ondas sonoras passam sem resistência. Mas, ao encontrar o feto, elas batem e voltam na forma de eco. O conjunto de ondas refletidas é analisado pelo computador, que as transforma em imagens tridimensionais.

Aplicações da ultra-sonografia

Confira as diversas áreas da medicina em que a utilização da ultra-sonografia vem se tornando cada vez mais importante.

Na obstetrícia – É aconselhável a realização rotineira da ultra-sonografia em 4 fases da gestação. Exames adicionais poderão ser indicados na presença de eventuais intercorrências. O Doppler obstétrico apresenta como principal função a avaliação de gestações patológicas que desencadeiem o sofrimento fetal.

Na obstetrícia – Apresenta alta sensibilidade na pesquisa de miomas, lesões endometriais, cistos e tumores ovarianos, sendo indicado de forma rotineira no acompanhamento de mulheres que se submetem à terapia de reposição hormonal, investigação de distúrbios menstruais, dores pélvicas e infertilidade.

No sistema músculo-esquelético ? Permite avaliação minuciosa de fibras musculares e tendinosas, permitindo diagnóstico de processos inflamatórios e roturas com alta precisão. Acúmulo de líquido no interior de articulações (derrame articular) e de bursas (bursites) também podem ser avaliados pelo método.

Na região cervical ? Em patologias da glândula tireóide, é considerado como método mais sensível na sua avaliação morfológica. Possibilita também, com alta definição, a avaliação das glândulas salivares.

Na avaliação abdominal – Reconhecido como eficiente método de diagnose na avaliação de vísceras sólidas e líquidas da cavidade abdominal, tem função bem estabelecida na avaliação morfológica do fígado, vesícula e vias biliares, pâncreas, rins, baço e bexiga.

Nas emergências – Em quadros de abdome agudo, o ultra-som é uma peça importante na avaliação de patologias emergenciais, muitas vezes de características cirúrgicas.

Nos procedimentos invasivos – Estruturas como a próstata, fígado, rins, pâncreas, tireóide e mama, entre outros, podem ser biopsiados mediante orientação ultra-sonográfica para lesões de até 5 mm.

Na avaliação cardiovascular – O ecocardiograma bidimensional permite avaliação anatômica cardíaca global e o diagnóstico preciso de patologias pericárdicas, musculares e valvares.