Uma empresa australiana de biotecnologia reestruturou a molécula da insulina, tornando-a três vezes mais eficaz no tratamento do diabetes, o que abre uma grande expectativa para milhões de pessoas que sofrem da doença. Os cientistas da empresa Eiffel Technology de Melbourne reduziram o tamanho da molécula de insulina com um procedimento chamado ?super critical fluid technology?, similar ao usado para extrair cafeína dos grãos de café. A inovação melhora significativamente a capacidade de absorção de insulina pelo organismo.

Estudos independentes realizados em animais, dirigidos pela Deakin University de Canberra, concluíram que a insulina modificada tem uma eficácia pelo menos três vezes maior para abaixar a taxa de açúcar no sangue do que a insulina farmacêutica, além de ter um efeito mais rápido e duradouro.

O tamanho reduzido da molécula melhora também as perspectivas de subministração das doses com métodos alternativos às injeções, podendo ser mediante adesivos transcutâneos ou inalações. Além disso, aumenta-se a possibilidade de reduzir o número de doses e o volume de remédio que os dependentes de insulina devem administrar-se diariamente.

“Os resultados preliminares são surpreendentes”, afirma o diretor do Instituto Internacional para o Diabetes, Paul Zimmit. “É particularmente promissor o fato de que já esta primeira tentativa de alterar geneticamente a insulina tornou-a significativamente mais eficaz e rápida”.