especialista260706.jpgA crescente evolução da medicina brasileira, bem como o aperfeiçoamento de nossos cirurgiões e a popularização da cirurgia plástica conferem ao Brasil a segunda posição no mundo em volume desses procedimentos ? perdendo apenas para os Estados Unidos.

Esses fatores e a chegada do inverno provocam um aumento significativo de homens e mulheres de diferentes faixas etárias seduzidos por essa revolução estética que traz a esperança para se retardar o envelhecimento e, conseqüentemente, resgatar a auto-estima pessoal.

Na estação do ano que serve de prenúncio para os apelos estéticos do verão é fundamental, no entanto, a população saber diferenciar o bom do mau profissional. Identificar aquele que repassa uma visão real das possibilidades dos resultados e o ?falso milagreiro?.

O bom profissional, com titulação em Cirurgia Plástica, informará ao paciente, de forma clara e objetiva, as vantagens, riscos e limitações sobre as diferentes modalidades de procedimentos.

O ?falso milagreiro? atuará na contramão do que é ético e correto. Prometerá realizar qualquer sonho de consumo estético, mas na maioria dos casos fará dos sonhos o pesadelo que resulta em graves seqüelas provocadas pelo total despreparo. Trabalhando em clínicas que colocam em risco a saúde de suas pacientes, o falso cirurgião plástico se caracteriza, ainda, por oferecer suas ?soluções mágicas? de garantia de um corpo esbelto a preços módicos ou supostas facilidades.  

E em muitos casos não se importa com as complicações que suas clientes possam sofrer. Prova disto, é o número cada vez maior de reclamações que surgem diariamente contra esses profissionais nos conselhos regionais de medicina.

A cirurgia plástica brasileira é reconhecida no mundo não apenas pela qualificação de seus especialistas. É tida como referência também porque eles atuam de forma ética e transparente, porque procuram mostrar ao seu paciente, principalmente, que entrar numa clínica de cirurgia plástica não é o mesmo que freqüentar um salão de beleza.

Quem não tem a titulação da sociedade da especialidade não respeita esses critérios básicos de conduta. Por isso, deve ser denunciado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. No Paraná, o telefone para atendimento dessas queixas é o (41) 3335-5700.

Ana Zulmira Diniz Badin, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (Regional Paraná).