Um projeto de lei protocolado pelo deputado estadual Goura (PDT) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) quer transformar o “Sarro” em patrimônio cultural imaterial do Estado. O ritmo é defendido pelo parlamentar como a união de dança com convivência e fortalecimento da juventude nas periferias, fruto de um diálogo contínuo com grupos locais.
Em entrevista para a Tribuna do Paraná, o deputado explicou que “nós discutimos ações desde fortalecer a profissionalização dos dançarinos junto ao SATED, diálogos com as prefeituras para atuação sem repressão e, também, a criação deste projeto de lei. É o reconhecimento de uma cultura popular, viva e dinâmica”.
No ato de apresentação da proposta na Alep, frequentadores do movimento ressaltaram o papel da manifestação. “O Sarro para mim é ponto de partida. É ponto de partida para você discutir cidade, para você fazer amizade, para você trabalhar seu corpo. Ele te dá perspectiva”, afirmou uma das participantes do movimento.
Outro participante apontou a falta de reconhecimento das manifestações culturais produzidas nas periferias, especialmente na Região Sul do país. “A periferia do Sul existe, ela produz cultura e produz cultura muito boa, de muita qualidade, e não é reconhecida. E o Estado tem o papel de fazer isso”, disse.
Sobre a repercussão e os próximos passos na Casa, o deputado se diz otimista com a aprovação. “A cultura gera cidadania, ciclos econômicos potentes e pertencimento. Acredito que temos apoio majoritário e que qualquer resistência seja pautada na falta de visão sobre o papel das políticas públicas”, pontuou o parlamentar.
Com a apresentação, o projeto passa a tramitar na Alep e segue para análise nas comissões previstas pelo Legislativo estadual. Se aprovado em plenário, o texto dará reconhecimento oficial ao Sarro como parte do patrimônio cultural imaterial do Paraná.
