Separar os alimentos entre “vilões” e “mocinhos” da dieta já não é mais uma divisão aceitável por nutricionistas e nem por parte da população. Embora alguns alimentos carreguem o estigma de serem “não saudáveis”, mesmo eles podem trazer benefícios para a saúde.

É o caso do queijo (até mesmo o amarelo!), chocolate e farinha de trigo. O Sempre Família conversou com duas nutricionistas, Lili Purim Niehues, da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva, e Ana Claudia Thomaz, professora do curso de Nutrição da Universidade Tuiuti do Paraná, para revelar os pontos positivos escondidos nos alimentos que, em um primeiro momento, possam parecer mais nocivos do que benéficos.

Queijo: cálcio e proteína

Pensar em queijo é, normalmente, lembrar da gordura e do alto teor calórico e, por isso, muitos mantém o alimento afastado do cotidiano. Porém, o queijo também é rico em cálcio, em proteínas e possui um pouco de vitamina D. Algumas versões são mais indicadas que outras, como os queijos brancos, mas mesmo os amarelos podem ser consumidos, desde que com moderação.

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“Ele é uma fonte de cálcio maravilhosa. O queijo é um excelente alimento, mas não precisa estar o tempo todo na dieta. É preciso garantir a procedência dele”, afirma Lili Purim Niehues. A nutricionista esportiva ressalta ainda a importância da gordura dos alimentos, quando controlada. “Gordura tem função nutricional, a vida depende de um percentual de gordura na comida. Todos os alimentos são nutritivos e têm substâncias para a saúde. E a combinação entre eles é que faz a diferença”.

Pipoca: fibras e vitamina

Fotos: Pixabay

Quando se fala em pipoca, esqueça a versão com a manteiga derretida em cima, como as vendidas em cinema ou mesmo aquelas de fazer no micro-ondas. No entanto, a pipoca caseira, além de ser menos calórica, contém fibras e uma pequena quantidade de vitamina B.

E, embora não possa ser considerada uma fonte, a pipoca soma também alguns minerais, como potássio, fósforo, zinco e magnésio. “Tem um bom teor de fibra e dá uma saciedade muito boa”, comenta Lili.

Chocolate: antioxidantes

Embora associado aos açúcares e gorduras, o chocolate também possui a característica de ser antioxidante (em algumas versões). Pesquisas recentes indicam, inclusive, que o alimento ajudaria no controle da glicemia entre aqueles com a diabetes tipo 1. Para isso, no entanto, vale a versão com mais cacau e menos açúcar.

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Quem está na dúvida se está consumindo o chocolate na versão mais “saudável”, basta conferir no rótulo a lista de ingredientes. A lista segue a ordem do ingrediente mais ao menos prevalente. Se o chocolate traz o cacau entre os primeiros ingredientes, e não o açúcar, esse é um bom sinal.

“O chocolate em si é um alimento que contém uma boa quantidade de nutrientes em compostos bioativos. Existem componentes no chocolate puro que são antioxidantes, eles ajudam na proteção do nosso corpo”, avalia Ana Claudia.

Manteiga: melhora a saciedade

A manteiga pode gerar certa desconfiança. Afinal, ela é calórica e é uma fonte de gordura conhecida. Ainda assim, em comparação com outros alimentos mais processados, como a margarina, é uma opção melhor, segundo as especialistas.

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Por exemplo, possui ácidos graxos, como o butirato, que ajuda na saúde digestiva. Caso seja utilizada no lugar do óleo de cozinha, é importante que não a deixe em temperaturas muito elevadas.

“A manteiga tem ácidos graxos essenciais e favorece uma saciedade muito boa. Na forma de preparo, contribui com vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). É fantástica para a saúde”, explica a nutricionista esportiva.

Hamburguer: proteína, ferro e vitamina B12

Até mesmo os hambúrgueres apresentam um bom valor nutricional. Especialmente se forem feitos com carne magra, como o patinho, por exemplo, além de aves ou vegetais. Assim, são fontes de proteínas, ferro e vitamina B12. Da mesma forma como o queijo, é importante estar atento à procedência da carne. Versões caseiras são ainda mais indicadas.

Farinha de trigo: ácido fólico

A farinha de trigo pode ser bastante prejudicial a um grupo específico de pessoas: aquelas com a doença celíaca, ou com maior sensibilidade ao glúten. Se não for esse o caso, não há qualquer restrição.

Ela pode ser consumida em forma de bolos, pães e bolachas, e ainda contribui com o acesso ao ácido fólico, visto que é inserido na formulação do produto por medida pública. O ácido fólico, entre as gestantes, colabora com a prevenção de má formações do feto.

Os benefícios, no entanto, não significam que o consumo da farinha de trigo possa ser feito em exagero. “Quando vamos falar sobre alimentos, estamos falando de uma alimentação variada, equilibrada, sempre no contexto de um equilíbrio de uma saúde estável. Contanto que [a alimentação] não seja baseada em pães, bolachas, biscoitos ou outros farináceos, não tem problema”, alerta Thomaz.

Manteiga de amendoim: zinco, selênio e vitaminas E e B

Pode até parecer “ruim”. Ainda mais associada ao chocolate, avelã e outros sabores. Mas a manteiga de amendoim pura possui zinco, selênio e vitaminas E do complexo B. Além disso, é fonte de gordura poliinsaturada. Ela também traz mais minerais que a manteiga comum.

“Se colocarmos [a manteiga de amendoim] em tudo o que comemos, vamos aumentar muito as calorias do dia. E se não fizer uma atividade física, isso promove ganho de peso”, ressalta a professora.


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