Em caso de infecção pelo novo coronavírus, não é motivo de desespero. Afinal, os sintomas são parecidos como a de uma gripe comum como febre, tosse, dor de garganta e dificuldade para respirar. De acordo com o Ministério da Saúde, boa parte das pessoas vão apresentar sintomas leves e apenas uma minoria vai apresentar complicações. 

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Mesmo assim, o Ministério da Saúde orienta para que as pessoas permaneçam em casa, assim a proliferação do vírus diminui – evitando um colapso no sistema público de saúde nos próximos 60 dias. Para quem pode, trabalhar em casa e evitar ao máximo a exposição em locais públicos continua sendo a melhor forma para combater a pandemia. 

E se por um acaso, num pequeno descuido, você contrair a Covidi-19, é preciso entender como agir. Pois quebrar a corrente de contaminação é a melhor forma de combater a doença. Por essa razão, entenda como é o ciclo da doença e quando é necessário procurar atendimento médico.

Período de latência

Foto: Pixabay.

De acordo com o médico infectologista da Universidade Positivo, Mauro Tamessawa, o coronavírus passa por um período de latência antes de provocar os primeiros sintomas. “Depois de contrair, ele fica  incubado na pessoa num período que varia de cinco a sete dias”, explica o especialista. Por causa da ausência de sintomas, esse período pode provocar maior contaminação. 

Primeiros sintomas

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Depois do período de latência, a pessoa com a doença apresenta os primeiros sintomas: dor de garganta, tosse seca, febre, dor de cabeça e dor no corpo. Pode haver também casos com coriza, falta de ar e até diarreia. 

A recomendação do infectologista é observar a evolução dos sintomas. “Se você não tem nenhum problema de saúde e apresentar só febre e tosse, o ideal é ficar em casa para evitar uma sobrecarga ao sistema de saúde”, sugere. Caso o paciente sentir falta de ar, dor no peito, tontura e febre que não passa, aí sim a recomendação é procurar uma unidade de saúde.

Recomendações do SUS

Para esclarecer qualquer tipo de dúvida com relação ao momento certo de procurar uma unidade de saúde, o Sistema Único de Saúde desenvolveu um aplicativo, disponível nas versões iOS e Android, para que a população tire todas as dúvidas e também faça uma pré-triagem em que as pessoas possam tirar dúvidas se estão ou não infectadas. 

Neste aplicativo também é possível saber qual é a unidade de saúde mais próxima da sua casa e quais as recomendações do Ministério da Saúde nesse período de pandemia. 

Duração da infecção

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Na grande maioria dos casos, os sintomas podem durar em média de cinco a sete dias. Nesse período, é preciso ficar em casa. “A recomendação é para que não se use ibuprofeno, já que alguns estudos mostram que o remédio pode trazer complicações em casos de coronavírus”, orienta o médico. Para aliviar as dores, dipirona e paracetamol são as medicações mais adequadas, segundo Tamessawa. 

Existe também a recomendação para que não se use corticoides. “Claro que não se deve parar de tomar o medicamento se a pessoa já estiver usando, mas é prudente evitar corticoides nesse caso”, comenta o médico.

Fim dos sintomas e risco de contágio

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O médico infectologista Mauro Tamessawa alerta que, depois do fim dos sintomas a pessoa infectada ainda pode continuar transmitindo o vírus por mais sete dias. “Por isso que a recomendação é que a pessoa fique em isolamento por 14 dias”, alerta o médico. Nesse período, a pessoa com coronavírus passa por todo ciclo da doença com a segurança de não transmitir o vírus a outras pessoas. 

É possível pegar coronavírus mais de uma vez? 

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De acordo com o médico infectologista Jaime Rocha, essa pergunta ainda não tem uma resposta científica clara. “Provavelmente a melhor resposta é baseada em outras doenças que a gente faz analogia. A gente cria uma imunidade específica”, comenta Rocha. Para ele, é como o caso da Dengue, em que você pega sempre um tipo diferente do vírus. “Então provavelmente quem faz Covidi-19, não pega o Covidi-19 de novo, mas pode pegar outros tipos de coronavírus no futuro”, finaliza.

Como prevenir a contaminação por coronavírus

  • Lavar as mãos com frequência/ ou utilizar álcool 70%, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter ambientes bem ventilados, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações;
  • Pessoas com sintomas de infecção respiratória aguda devem praticar etiqueta respiratória (cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com lenços descartáveis, e depois lavar as mãos).

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