A pandemia do novo coronavírus existem cuidados especialmente entre os grupos mais vulneráveis a complicações da doença. De acordo com dados coletados nos países que já estão enfrentando a infecção por Covidi-19 há mais tempo, a mortalidade geral fica em torno de 3%, mas tende a aumentar entre os mais velhos. Em idosos com mais de 70 anos, a mortalidade chega a 8% e em idosos com mais de 80 anos, o número sobe para 15% e até 20%.

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E quando se fala em grupos vulneráveis, não são só os idosos. De acordo com o médico infectologista Jaime Rocha, o risco de complicação da doença é maior entre pacientes com diversas doenças crônicas, que vai desde hipertensão a diabetes. Quem realiza quimioterapia ou se submeteu a uma cirurgia recentemente, transplantados, também estão entre os mais frágeis.

Doenças respiratórias

Quem tem doenças respiratórias precisa de atenção, pois está entre o grupo com fatores de risco. De acordo com o infectologista, existe um risco de não contrair a doença, ou mesmo de contrair o coronavírus de forma leve. Porém, caso seja desenvolvida a forma grave, o risco de complicações pode ser maior. Entra nesse grupo fumantes, pessoas com enfisema pulmonar, asmáticos e outras doenças crônicas e quadro respiratório complicado.

Cardíacos e hipertensos

A hipertensão e doenças cardíacas, da mesma forma, podem agravar os discos de complicações caso o paciente desenvolva o coronavírus de maneira mais grave. Por isso, de acordo com Rocha, o ideal é manter o isolamento dessas pessoas, principalmente se tiverem mais de 60 anos de idade. 

Diabéticos

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diabéticos estão entre as pessoas em maior risco para o novo coronavírus. De acordo com a médica endocrinologista Rosângela Réa, a pessoa diagnosticada com diabetes que não mantém o controle da condição, seja pela aplicação da insulina no tipo 1 ou pelo estilo de vida no tipo 2, há um aumento no açúcar do sangue. Essa alta na glicemia, segundo especialista, pode interferir no sistema imunológico.

Imunossuprimidos

Segundo o médico infectologista Jaime Rocha, quando se fala em imunossuprimidos, as pessoas sempre lembram em quem tem Aids. “Aids é uma doença que hoje o paciente que toma remédios e a imunidade dele tá alta, é igual a quem não tem Aids”, explica o especialista.

Quem são os imunossuprimidos, então? São pessoas com imunidade baixa, seja porque tem alguma doença que afeta a imunidade, ou porque se está temporariamente debilitado, como no caso de quem faz quimioterapia atualmente. “Na dúvida, o paciente deve questionar o seu médico se ele entra nesse critério ou não”, comenta o médico. Pessoas que realizaram cirurgia nos últimos dias, recém transplantados, também entram nessa categoria.

Como prevenir a contaminação por coronavírus

  • Lavar as mãos com frequência/ ou utilizar álcool 70%, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter ambientes bem ventilados, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações;
  • Pessoas com sintomas de infecção respiratória aguda devem praticar etiqueta respiratória (cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com lenços descartáveis, e depois lavar as mãos).

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