A 68ª Festa em Honra a Santa Rita de Cássia já começou e vai até o próximo dia 22 de maio no bairro Hauer, em Curitiba. A celebração à padroeira conhecida como Santa das Causas Impossíveis e Santa do Perdão começa terá novenas às 16h e às 19h, todos os dias, no Santuário, localizado na Rua Padre Dehon, 728.
A festa dedicada a uma das santas de maior devoção no mundo traz programação ampla e para toda a família. No dia 17 de maio, domingo, haverá uma missa campal às 10h, logo depois de uma carreata pelo bairro (começa as 9h). Também no domingo um almoço festivo com churrasco com filé especial e também risoto.
Ao longo da semana haverá quermesse, venda de bolo solidário, bazar, atrações culturais e também show de prêmios. A praça de alimentação abre as 17h todos os dias. No dia 22, dia da Santa, haverá ,missas às 6h, 8h, 10, 12h, 1h, 16h, 18h e 20h. No final de todas as celebrações, haverá benção de rosas e objetos. Às 20h haverá procissão luminosa e das 8h às 18h confissões.
Bolo de Santa Rita apoia causa social
O tradicional Bolo de Santa Rita começou a ser vendido na quarta-feira (13/05), ao preço de R$ 12 reais a fatia. Parte da arrecadação será doada à Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, mantenedora do Hospital Pequeno Príncipe. O pároco-reitor do Santuário, Padre Nilson Helmann, disse que a expectativa é ultrapassar a marca das 15 mil fatias vendidas no ano passado.
“Este é um momento de muita fé e gratidão em nossa igreja. Nossos voluntários estão preparando tudo com muito carinho para receber os devotos que nos visitam. Convidamos as famílias, caravanas e grupos para que tragam suas rosas e venham viver esse momento de união”, destaca o pároco-reitor, Nilson Helmann.
>>> Mais detalhes no site do Santuário
História de fé e perdão
Santa Rita nasceu na Itália em 1381. Chamada Margherita, ganhou o carinhoso apelido de Rita com o qual seria conhecida no mundo todo, associado ao título de Santa das Causas Impossíveis e também da Santa do Perdão. Sua história de fé começa com um casamento contrariado e com um homem temperamental com o qual teve dois filhos. Durante os 18 anos do matrimônio, Rita procurou pregar a paz e a harmonia no lar e, à custa de muita oração, abrandou o temperamento forte do esposo que acabou assassinado.
Consumidos pelo sentimento de vingança, os filhos de Rita juraram vingar a morte do pai. Diante disso, ela rezou para que eles encontrassem o caminho do perdão e não perpetuassem aquele ciclo de violência. Tempo depois, uma nova dor marcou a vida de Rita: seus filhos morreram vítimas de uma grave enfermidade, mas somente após terem perdoado aqueles que tanto odiavam.
Após esses episódios, Rita desejou recolher-se ao Convento e rogou aos santos de sua devoção: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino. Ingressa no convento, viveu ali 14 anos até sua morte, trazendo na testa um estigma e associando-se assim a um dos momentos mais fortes da crença católica: a Paixão de Cristo.
Antes disso, teria pedido a uma parenta uma rosa vermelha e dois figos do antigo jardim de seus pais. Não era tempo de rosa e nem de figo, mas, para a surpresa da mulher, havia uma linda rosa vermelha e dois figos maduros despontando em meio ao jardim.
Rita morreu no mosteiro de Cássia em 22 de maio de 1457 e não foi sepultada; seu corpo permaneceu exposto no oratório até 1595, ocasião em que foi transferido para a igreja anexa ao mosteiro, hoje dedicada a ela. Até hoje seu corpo permanece intacto. Canonizada em 1900, é modelo e amparo para milhares de pessoas, sendo considerada nos dias atuais como uma das santas mais populares do mundo.
Segundo o Papa João Paulo II, “Rita foi reconhecida ‘santa’ não tanto pela fama dos milagres que a devoção popular atribui à eficácia de sua intercessão junto de Deus. Porém, muito mais pela sua assombrosa ‘normalidade’ da existência quotidiana, por ela vivida como esposa e mãe, depois como viúva e enfim como monja agostiniana”.
Relíquia sagrada em Curitiba
O Santuário no Hauer, em Curitiba, possui uma capela dedicada a uma relíquia de primeiro grau de Santa Rita. Uma relíquia de primeiro grau, na tradição católica, refere-se a qualquer parte do corpo de um santo ou beato, como ossos, fragmentos de pele, cabelo, ou qualquer outro pedaço tangível do corpo.
São consideradas as relíquias mais sagradas e veneradas. “As relíquias de primeiro grau são itens realmente raros e, com muita alegria, podemos contar com uma de Santa Rita no santuário a ela dedicado”, destaca padre Nilson.
O pequeno oratório fica dentro da igreja e é aberto ao público em geral. Em 2025 o Santuário também inaugurou um vitral, junto ao batistério, com a representação dos três santos de devoção de Santa Rita.



