O amor é o sentimento que deveria estar presente em todos os relacionamentos amorosos, mas nem sempre ele é a razão que une duas pessoas. Em alguns casos, a carência acaba se camuflando de amor para esconder uma necessidade afetiva inconsciente.

+ Leia mais: 10 erros que atrapalham pais e mães na tarefa de educar os filhos

Segundo a psicóloga Katia Vega Kestenberg, uma pessoa carente sente dificuldade em se sentir preenchido por si só, causando uma dependência do outro para se sentir amado. “O outro me complementa, mas não me completa. Ele pode agregar na minha vida e não ser o ar que eu respiro”, destaca Katia. Reflexo das relações nutridas na infância, especialmente com os pais ou cuidadores, a carência revela uma falta de amadurecimento na vida adulta.

+ Leia também: Crianças agitadas? Será que os pequenos estão dormindo bem?

O professor e psicólogo Thiago de Almeida, mestre e doutor em psicologia, explica que o indivíduo carente passa por um processo de deslocamento do cenário original – a falta de tempo, atenção ou amor dos pais – para o contexto atual e cobra, de maneira inconsciente, atitudes e comportamentos do seu parceiro para suprir estas falhas afetivas.

+ Leia ainda: Day use – onde e quanto custa curtir uma piscina em Curitiba

Os dois especialistas pontuam quais sinais indicam que uma pessoa pode estar em um relacionamento por carência e não por amor:

  • Abrir mão de coisas importantes para você para atender o que o outro exige. O desejo do parceiro é sempre o mais importante.
  • Não expor sua opinião com medo de desagradar o outro.
  • Ciúme excessivo, cerceando a individualidade do parceiro.
  • Rotina em função das necessidades do outro;
  • Acreditar que sem a presença do parceiro é impossível ser feliz.
  • Não ter plano nem perspectivas próprias.
  • Falta de confiança no parceiro ou em si mesmo.
  • O relacionamento é construído em uma linha tênue entre o desespero e o comodismo.
  • Aceitar viver qualquer relacionamento para preencher o “vazio” da carência afetiva.
  • Medo de ficar sozinho sempre, preferindo, inclusive, uma má companhia do que a solidão.
  • O sentimento maior dentro da relação é de falta, necessidade de ter em troca aquilo que é dado.
  • Ansiedade excessiva.

“O amor não exige resposta e nem é medido pelo que se dá e o que se recebe, não é contabilidade. Se você se identificou ou desconfia que pode estar dando mais vazão a sua carência afetiva do que a seu amor verdadeiro, busque ajuda para se autoconhecer e equilibrar suas relações”, aconselha Katia.