Não é todo dia que nossa cidade dá um salto tecnológico desses. Curitiba acaba de entrar no mapa global da inovação em cardiologia. O Hospital Cardiológico Costantini investiu a bagatela de US$ 3 milhões em equipamentos de última geração que trazem inteligência artificial para os procedimentos cardiovasculares.
Estamos falando do tomógrafo CT 5300 e dois sistemas de hemodinâmica Azurion 7, ambos da Philips. São os primeiros desses modelos em toda a América Latina! Isso coloca o Paraná entre os centros mais avançados do Brasil e do mundo na cardiologia intervencionista.
“A tecnologia precisa estar a serviço da vida. Ao incorporar inteligência artificial à cardiologia, avançamos na capacidade de diagnosticar mais cedo, tratar com mais segurança e oferecer decisões médicas mais precisas”, afirma o diretor-fundador do hospital, Costantino Costantini.
Menos radiação, mais precisão
O pulo do gato desses equipamentos é justamente a aplicação da inteligência artificial para reduzir – e muito! – a dose de radiação sem comprometer a qualidade das imagens. Isso é super importante quando estamos falando de estruturas minúsculas como as artérias coronárias.
O CT 5300, por exemplo, permite diagnósticos não invasivos super precisos da doença arterial coronariana. A IA embarcada ajusta automaticamente a dose de radiação, acelera a aquisição das imagens e melhora a qualidade diagnóstica mesmo em casos que antes eram complicados: pacientes com frequência cardíaca alta, obesidade ou que usam próteses e marcapassos.
“Hoje conseguimos visualizar com muito mais clareza o grau e a composição das placas coronarianas. Isso muda completamente a condução clínica e amplia as possibilidades de prevenção e tratamento”, explica Costantini.
Outra vantagem é que o equipamento tem uma câmera de posicionamento com IA que reduz o tempo de exame, evita repetições e deixa tudo mais confortável para quem está sendo examinado.
Hemodinâmica de outro planeta
No setor de hemodinâmica, os dois sistemas Azurion 7 são um avanço e tanto para diagnosticar e tratar doenças cardiovasculares complexas. A integração de diferentes tipos de imagem com inteligência artificial aumenta a segurança em procedimentos complicados, como intervenções em válvulas cardíacas.
Os novos equipamentos reduzem o tempo dos procedimentos, usam menos contraste iodado (diminuindo riscos para os rins) e garantem maior precisão na navegação de cateteres e na colocação de stents e próteses.
“São tecnologias que oferecem mais controle ao médico e mais segurança ao paciente. Conseguimos tratar arritmias, obstruções coronarianas e doenças estruturais com um nível de precisão que eleva o padrão da cardiologia praticada no país”, destaca Costantini.
Tecnologia que faz diferença na vida real
Esse investimento todo não é só para dizer que tem equipamento bonito. A estratégia é clara: mais segurança, eficiência e qualidade no atendimento. Menor exposição à radiação, exames mais rápidos e diagnósticos mais confiáveis fazem toda diferença para os pacientes e para as decisões médicas.
“Inovar não é apenas incorporar máquinas modernas, mas garantir que elas resultem em menos riscos, mais previsibilidade e melhores resultados para quem confia sua saúde a nós”, conclui o diretor-fundador.
Com essa nova infraestrutura, o Hospital Cardiológico Costantini reforça sua posição de vanguarda e coloca Curitiba como um dos polos mais avançados da cardiologia intervencionista na América Latina, com a inteligência artificial como parceira direta na proteção da vida.
