Dois comerciantes foram presos em flagrante ontem durante a terceira operação realizada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) por venda de cigarros falsificados e contrabandeados. Através do disque – denúncia, a equipe de fiscalização, dirigida por João Rodolpho Ramazzini, com o auxílio de policiais da Delegacia de Estelionato, apreenderam no estabelecimento comercial de Adir Scremin três mil maços de Plaza e Derby falsificados e centenas de outras marcas, contrabandeados. Pela quantidade encontrada, acredita-se que Adir era responsável pelo fornecimento da mercadoria em Rio Branco do Sul e Bocaiúva. O irmão dele, Almir Scremin, também foi preso com vários pacotes falsificados que eram vendidos na casa noturna de sua propriedade.

O produto foi recolhido e os irmãos vão responder inquérito policial por estelionato e fraude no comércio. Já no que diz respeito ao crime de contrabando ou descaminho, previsto no artigo 334 do Código Penal, será apurado pela Polícia Federal.

A operação termina hoje com a fiscalização de mais alguns pontos de venda em Curitiba e região, com o apoio do diretor paranaense da ABCF, Leonardo Tanure.

Segundo Ramazzani,esses cigarros não sofrem nenhum tipo de controle por parte do Ministério da Saúde. Numa análise feita no ano passado, foram encontrados nos produtos falsificados, inseticida organoclorado, proibido no Brasil desde 73, limalha de ferro chumbo – produto cancerígeno, e pedaços de insetos.

Denúncias a respeito são recebidas pelo telefone (11) 3106- 5149.