Douglas entrou na casa da
namorada, mas não escapou dos tiros.

Perseguido, o auxiliar de produção desempregado Douglas Dilmar do Nascimento, 38 anos, viu na casa da ex-namorada a última chance de refúgio. Chegou a entrar, mas por uma porta lateral e pela janela os assassinos acharam brechas para executá-lo a tiros à 1h de ontem, na Rua Seis, Moradias 23 de Agosto, Vila Osternack, Sítio Cercado.

A vítima era viciada em crack há cerca de seis meses, segundo o irmão, Dalton, 39. Uma dívida contraída com traficantes é um dos prováveis motivos do crime, na opinião da família. Outra hipótese estaria relacionada a seu temperamento. “Ele parou com o álcool durante quatro anos, mas voltou a beber quando se viciou na droga. E, quando bebia, ficava muito violento”, contou o irmão, suspeitando também de uma possível briga num bar.

Violência

O descontrole de Douglas acabou com o relacionamento de três meses com a namorada, de 30 anos. Ela rompeu por ter sido esfaqueada nos braços e barriga durante uma das crises psicóticas do auxiliar. Mesmo assim, foi na casa dela que ele tentou se abrigar quando os assassinos o perseguiram.

Douglas chegou correndo e mandou a ex-namorada fechar a porta. Mas imediatamente um dos autores disparou através da janela, e outro arrombou a porta ao lado para atingi-lo com mais tiros. Ferido cinco vezes, na cabeça e no peito, com balas de revólver calibre 38, o auxiliar morreu no local.

A testemunha disse que os autores estavam encapuzados e não pôde reconhecê-los. Nenhum dos curiosos ouvidos pelos investigadores Nei Marques e Lúcia, da Delegacia de Homicídios, disse ter presenciado o crime.