A casa da filha da deputada estadual Mara Lima (PSDB), em Curitiba, foi assaltada e seis pessoas foram feitas reféns, na noite de terça-feira. A filha, o genro, um neto e uma neta (ambos crianças) da deputada estiveram sob ameaça por cerca de uma hora e meia. Três ladrões teriam participado do crime. Dois conseguiram fugir, mas sem levar nada, pois, na fuga, deixaram a bolsa com os itens roubados. Um dos envolvidos foi preso.

As informações são da deputada Mara Lima, que atendeu à reportagem nesta manhã, dizendo estar abalada pelos acontecimentos. Ela não estava na casa, no bairro Cajuru, que já foi dela, mas que atualmente é ocupada pela filha. “Foi uma noite de terror mesmo. Eles ameaçavam o tempo todo, estavam armados e encapuzados. Diziam que iam matar. Eles ofenderam muito a minha filha.”

O crime começou por volta das 21h, quando a filha da deputada estava no telefone com uma irmã. Os criminosos entraram quando o portão da casa foi aberto para um vizinho sair do local. Durante essa conversa, segundo a deputada, a vítima do roubo (filha dela) mudou o tom de voz ao perceber que tinha alguém na casa. “A casa é muito grande, ela percebeu a presença de estranhos e só falou: ‘Chame a polícia’. Então cortou o assunto.”

Mara Lima diz que, assim que soube do fato, acionou a polícia e pediu cautela na ação. “Eu estava em uma reunião evangélica. Nós já acionamos ajuda, pedi para o secretário da Segurança [agir] e mencionei que elas estavam reféns. Pedi para que tratassem de um jeito diferente, porque, se a polícia chegasse lá, [os criminosos] poderiam se tornar violentos.”

Dentro da casa, os assaltantes bateram nas vítimas e reuniram joias e relógios que estavam dentro da residência. Uma arma da família foi colocada em uma bolsa para ser levada. Para acalmar as crianças, a deputada conta que a filha disse que a ação era um filme.

Cerca de 20 minutos depois, a polícia chegou ao local. “Eles saíram pelo telhado do vizinho e caíram dentro da casa ao lado. Um deles ficou preso dentro de uma lavanderia, de onde não podia fugir pra lado nenhum. O segundo também pulou nessa lavanderia e rendeu o senhor que estava nessa casa, pedindo para ele abrir a porta.”

Investigações

A reportagem tentou contato com a Polícia Militar e com a Polícia Civil para saber como está a investigação do caso, mas a informação repassada foi que a equipe de plantão não está mais no local e não havia possibilidade de passar informações antes da chegada do superintendente do 5.º DP. No sistema da PM, não havia registro oficial do caso até a manhã desta terça.