Em depoimento nesta terça-feira (21) à CPI dos Sanguessugas, o ex-militante do PT Valdebran Padilha negou ter tido participação direta na negociação do dossiê que envolveria candidatos tucanos com as fraudes da compra superfaturada de ambulâncias. Valdebran disse, no entanto, que foi procurado pelo empresário Luiz Antonio Vedoin, acusado de ser o fornecedor do dossiê, apenas para verificar se o dinheiro para pagar os documentos existia, mas alegou não ter tratado de negociação.

"Não negociei valores, não negociei informações, não tinha participação em arrecadação nem em transporte de recursos." Segundo ele, o acompanhamento que Vedoin lhe pediu para fazer era para certificar-se da existência do dinheiro. ?A questão era sempre uma, havia desconfiança de ambas as partes. Se um tinha a informação e se o outro ia pagar. Depois, viu-se que não havia nem tanta informação, nem tanto dinheiro quanto se prometeu (foram prometidos R$ 2 milhões, mas só havia R$ 1,75 milhão para pagar os documento).

Lorenzetti

Valdebran também negou a informação do assessor de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jorge Lorenzetti, que em depoimento à Polícia Federal disse ter sido procurado pelo ex-militante para falar sobre o dossiê. ?Nunca liguei para o comitê do PT, nem conheci Jorge Lorenzetti. Conversei uma vez com ele pelo telefone do Gedimar (Passos). Sou um simples filiado do partido no Estado de Mato Grosso.? O PT do Mato Grosso expulsou Valdebran, mas ele afirmou que vai recorrer da decisão. ?Foi uma decisão sem defesa.? As informações são da "Agência Brasil".