Sul-americanos priorizam questões econômicas e árabes querem acordos políticos

Diferentes interesses movem as nações que participam da Cúpula América do Sul-Países Árabes, avalia o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para ele, os países sul-americanos priorizam as questões econômicas, enquanto os árabes dão mais peso aos acordos políticos.

"A América Latina entra na Cúpula com expectativa de maiores investimentos e maior abertura de comércio. Para os árabes, é uma oportunidade muito importante para mostrarem suas opiniões políticas a respeito dos acontecimentos no Oriente Médio". O embaixador acredita que os resultados do evento, que reúne representantes de 34 países e dezenas de empresários das duas regiões, só poderão ser medidos a médio e longo prazo.

"A reunião empresarial que acontece concomitantemente à Cúpula propiciará muitos contatos úteis entre empresas do Oriente Médio e empresas daqui da região, mas não devemos esperar, de imediato, nenhuma mudança drástica nas relações comerciais nem na questão dos investimentos". Segundo ele, a efetivação de negócios exige maior conhecimento entre os empresários.

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