Não há nenhum risco de cortes no abastecimento de energia elétrica na região Sul. A garantia foi dada pela ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, mesmo diante da menor disponibilidade de energia proveniente da importação da Argentina e da geração térmica da usina de Uruguaiana.

Dilma fez a apreciação após uma semana de testes realizados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) nas duas fontes de energia, relacionadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico como possível reserva para evitar problemas no abastecimento da região.

A primeira estimativa dizia que a Companhia de Interconexão Energética (Cien), importaria da Argentina 2.178 MW médios, mas só consegue comprar cerca de 400 MW. A usina de Uruguaiana, planejada para gerar 638 MW, até agora só conseguiu produzir 200 MW.

O quadro levou o Ministério das Minas e Energia, diante das dificuldades da Argentina em fornecer gás para Uruguaiana e exportar sua energia para o Brasil, o ONS averigua a possibilidade de aumentar o limite de transferência de energia do Sudeste para o Sul, com a finalidade de não afetar a oferta de eletricidade em níveis compatíveis com a demanda.

O ganho mais importante, contudo, será a ampliação da confiabilidade do sistema junto aos usuários, ainda em dúvida quanto à inexistência de problemas no setor elétrico brasileiro.

Uma opção é o uso da termoelétrica Araucária, apesar das pendências comerciais remanescentes entre a Copel e a norte-americana El Paso, que compartilham a propriedade da usina. Obras de transmissão serão antecipadas no Paraná visando ampliar a capacidade até 4.200 MW médios e acrescer o intercâmbio Sudeste-Sul, hoje em 3.800 MW, entre 100 MW e 200 MW.

Na semana passada, concluída a avaliação do MME, verificou-se que o nível dos reservatórios da região Sul ainda não é preocupante, mas a ordem é poupar a energia armazenada para enfrentar com segurança o restante do período de estiagem, até que as chuvas sejam abundantes a partir de maio.