O professor de geografia da rede estadual de ensino Ronaldo Pescador, de 40 anos, foi torturado até os últimos minutos de vida. Essa é uma das primeiras conclusões da Polícia Civil, que investiga a morte de Ronaldo. O corpo dele foi encontrado no domingo (1º), dentro de um carro no bairro Alto Boqueirão, enrolado em um carpete e amarrado com fios elétricos. Outro detalhe chamou a atenção: ele estava com uma peça íntima feminina dentro da boca.

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“Foi um crime gravíssimo que abalou a ordem pública por se tratar de um professor querido pelos alunos. Ele foi torturado até morrer e a polícia trabalha com várias linhas de investigação desde uma execução ou até mesmo algo passional. Não descartamos nenhuma possibilidade”, relatou o Delegado Tito Barrichello, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Delegado Tito Barrichello classificou a morte de Ronaldo Pescador como um crime que “abalou a ordem pública”. Foto: André Rodrigues/Tribuna do Paraná.

Em sigilo!

Em depoimentos de pessoas próximas ao professor, os policiais descobriram que o professor desapareceu na última sexta-feira (29), quando teria ido a uma festa rave. “Estamos colocando toda a estrutura da delegacia para este caso para podermos dar uma resposta para a sociedade. Ele se dedicava muito ao trabalho e todos os relatos vamos manter em sigilo até para que isso não atrapalhe a investigação penal”, adiantou o delegado.

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