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Segurança

Após prisão

Declaração de delegado sobre falta de comprometimento de agentes deixa categoria revoltada

  • Por Redação
Foto: Arquivo

Agentes de cadeia em exercício nas penitenciárias de Curitiba e Região Metropolitana (RMC) ficaram revoltados, segundo eles próprios afirmaram, após a apresentação de 4 fugitivos da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP I) pelo Centro de Operações Especiais (Cope), da Polícia Civil, na última quinta-feira (13). Eles consideraram “falaciosa” a afirmação dada à imprensa pelo delegado Rodrigo Brown, na qual ele afirmou que “os agentes temporários contratados não possuem muita responsabilidade, pois já têm um prazo certo para acabar seu contrato de trabalho”. No momento da declaração, Brown se pronunciava aos jornalistas sobre a suspeita de participação de um agente de cadeia na fuga de 29 detentos da penitenciária na última terça-feira (11).

+Leia mais: Veja lista com nomes e fotos dos 29 presos que fugiram da PEP I

Para o agente Reginaldo Carvalho, 54, a declaração revolta pelo fato de o delegado ter atribuído a toda a categoria a culpa pelo erro de uma só pessoa. “Ele disse que os agentes temporários não têm engajamento com o serviço mas isso não é verdade. O fato de sermos temporários não tem nada a ver com a nossa idoneidade. A maioria da categoria trabalha com diligência e comprometimento. Isso não representa a nossa classe”, afirmou.

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Explicação da Polícia

Por meio de nota, a Polícia Civil se posicionou afirmando que “em nenhum momento as declarações feitas pelo delegado titular do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Rodrigo Brown, sobre a prisão de um agente penitenciário suspeito de fazer parte do Primeiro Comando de Curitiba (PCC) e facilitar informações que beneficiaram a fuga dos presos na Penitenciária de Piraquara, foram direcionadas para outros agentes, sejam eles temporários ou concursados”. A corporação enfatizou ainda que “o caso foi isolado e que o comprometimento e trabalho realizados por esses agentes é de extrema importância para a segurança do estado e no combate a criminalidade”.

Contratados por meio do Processo Seletivo Simplificado (PSS), os agentes de cadeia não passam por concurso público e são escalados para ocuparem cargos temporários no sistema carcerário estadual, nas seguintes funções: “agentes de cadeia”, “agentes de monitoramento” e “agentes penitenciários”. Apesar de trabalharem por tempo determinado e receberem salários inferiores, os agentes de cadeia acabam sendo expostos aos mesmos riscos que os agentes penitenciários concursados.

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4 Comentários em "Declaração de delegado sobre falta de comprometimento de agentes deixa categoria revoltada"


Moacyr Ferreira
Moacyr Ferreira
9 dias 16 horas atrás

A verdade doi as vezes. O delegado so falou aquilo que todo mundo ja sabia. Vergonha na cara ta fazendo falta pra muita gente.

Tiago Ribas
Tiago Ribas
9 dias 16 horas atrás

Esses agentes são tudo uns tralha…

daniel carvalho
daniel carvalho
9 dias 23 horas atrás

O delegado está CERTÍSSIMO, muitos ( como o que foi preso e já tinha antecedente criminal) são infiltrados pelo próprio crime organizado para favorecer os presos, desde que acabou o concurso e começou essa modalidade entrar só apresento o currículo, precarizou o serviço , só ver pelo tanto já preso

daniel carvalho
daniel carvalho
9 dias 23 horas atrás

OBS : agente de cadeia antigamente era por concurso e sob a tutela da SEJU, depois que passou para a SESP, é que precarizou entrando os carcereiros C9 para desempenhar funções de agentes em presídios.

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