O ministro da Previdência Social, Romero Jucá, disse há pouco que espera entregar amanhã, ao Ministério Público Federal, as suas explicações formais sobre a sua participação como fiador em empréstimo à Frangonorte, pelo Banco da Amazônia.

O ministro lembrou que o prazo final dado pelo procurador-geral, Cláudio Fonteles, para encaminhar essas explicações é o próximo dia 18. "Estou apenas dependendo da chegada de alguns documentos de Roraima, mas espero encaminhar essa defesa amanhã", disse o ministro, que participou da assinatura de convênio com o banco HSBC para a oferta de linhas de empréstimos consignados aos aposentados e pensionistas do INSS.

Romero Jucá evitou polemizar com alguns parlamentares, como o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, que afirmaram que as explicações do ministro não são convincentes. Jucá disse que não bateria boca com os parlamentares, e acrescentou que eles não conhecem todas as suas explicações, porque os jornais não teriam reproduzido todas em detalhes. "A explicação que acho importante ser analisada é a que será dada ao Ministério Público e também à investigação da Polícia Federal, que estou cobrando para que seja feita rapidamente", disse o ministro, que ressaltou: "não vou comentar declaração partidária; estou preocupado em trabalhar na previdência e não em bater boca com ninguém".