Na tarde desta segunda-feira (20), o secretário de Obras Públicas Luiz Caron entregará à Comissão Julgadora as propostas dos 72 arquitetos inscritos no concurso de arquitetura que vai escolher o projeto do Centro Judiciário de Curitiba. A Comissão terá 15 dias para escolher as três melhores propostas de anteprojeto. ?Esse é o maior concurso nacional de arquitetura já realizado. Recebemos propostas de todo o país e em 15 dias teremos os três projetos selecionados?, disse o governador Roberto Requião durante a reunião da operação Mãos Limpas desta segunda-feira (20).

As três propostas escolhidas pela Comissão Julgadora receberão premiação de R$ 125 mil, R$ 75 mil e 50 mil respectivamente e uma delas será escolhida a vencedora pelo governador Roberto Requião junto com o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Tadeu Marino Loyola Brandão.

?Não existe paralelo no Brasil desse tipo de concurso para esse tipo de obra?, afirmou Caron, adiantando que ?queremos uma boa proposta de edificação sem suntuosidade, mas com nobreza, funcionalidade e racionalidade. Recebemos propostas de arquitetos do Paraná, de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande, Goiânia, Olinda, Porto Alegre, Rio do Sul (SC) e São Luis do Maranhão?, comemorou Caron. Segundo o secretário, o prédio do presídio do Ahú, construído em 1903, será preservado.

A comissão Julgadora é composta pelos secretários estaduais Luiz Caron e Forte Netto (Desenvolvimento Urbano), pelo desembargador Antônio Lopes de Noronha, e pelos arquitetos Edson Klotz (Seop), Myrtes Lacerda de Medeiros (TJ), Célia Reback (TJ), Mauricio Hideme Aguma (CREA/PR), Clodoaldo Pinheiro Júnior (Prefeitura de Curitiba), João Suplicy Neto (IAB – Instituto dos Arquitetos do Brasil) e Loris Carlos Guesse (Sindicato dos Arquitetos do Paraná).

Obra

O Centro Judiciário de Curitiba será construído no terreno de 70 mil metros quadrados que abriga atualmente o Presídio do Ahú e terá 170 mil metros quadrados de construção a um custo previsto de R$ 230 milhões. A previsão para o início da obra é 2007.