Daniel Caron/O Estado
Rossoni disse que o setor era o único que ainda não havia sido atingido pelas mudanças administrativas implantadas por sua gestão.

 

Seis funcionários do Cerimonial da Assembleia Legislativa foram dispensados nesta terça-feira pelo presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB). A equipe, chefiada por Gisele Gulin, ocupava cargos em comissão.

Rossoni disse que o setor era o único que ainda não havia sido atingido pelas mudanças administrativas implantadas por sua gestão. A justificativa do presidente da Assembleia é que os ex-servidores do Cerimonial não se adaptaram às novas orientações.

“Não houve entrosamento funcional”, afirmou o presidente da Casa. O deputado tucano já está formando nova equipe. Ele já fez alguns convites e espera a resposta, antes de anunciar a nova coordenação do setor.  

Nos bastidores, a informação é que a direção geral detectou irregularidades na cotação de alguns dos serviços contratados pelo Cerimonial. Uma compra de broches de identificação para uso de autoridades visitantes teria sido a origem da decisão de Rossoni, que teria discordado do orçamento apresentado pelo Cerimonial. Rossoni não quis comentar o episódio.

Novos cortes

Nesta quarta-feira, o presidente da Assembleia apresenta um novo projeto de decreto legislativo estipulando em dois o número de cargos para as comissões permanentes da Assembleia Legislativa. A proposta é que as comissões tenham direito a dois cargos, com remunerações de R$ 10 mil e R$ 8 mil.

O projeto vai alterar a lei atual, que permite a contratação de até doze servidores, com uma despesa total de R$ 120 mil mensais. O limite de servidores foi aprovado em reunião de líderes dos partidos realizada nesta manhã. Apenas duas exceções serão feitas: nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Orçamento será permitido um número maior de servidores comissionados. Rossoni não quis adiantar qual será a quota das duas comissões, mas afirmou que todas as situações serão regulamentadas em lei.

No início do mês, a nomeação de dezoito servidores pela CCJ causou mal-estar entre Rossoni e o atual presidente da Comissão, Nelson Justus (DEM). Rossoni acusou Justus de ignorar o acordo feito entre as lideranças de bancadas e a nova Mesa Diretora para que as dezenove comissões permanentes funcionassem, com no máximo dois servidores comissionados, cuja soma de remuneração não poderia exceder a R$ 18 mil. Justus alegou que a lei 16.390 atual permitia as contratações.