Não são apenas as pesquisas de intenções de votos que vão definir o candidato do PSDB ao governo do Estado no próximo ano. Serão incluídos também como orientadores da escolha a capacidade de aglutinação de apoios entre prefeitos e deputados do partido e o alcance das alianças que poderá atrair.

Estas são as novas condições reveladas ontem pelo presidente estadual do PSDB, deputado estadual Valdir Rossoni, para a indicação do candidato tucano em 2010. Os critérios para a definição do candidato a governador foram detalhados ontem por Rossoni, em meio a discretas comemorações pela exclusão do prefeito de Curitiba, Beto Richa, das investigações sobre as denúncias de compra de apoio e existência de Caixa 2 na campanha à reeleição do tucano em 2008, no parecer do Procurador Regional Eleitoral do Paraná, Néviton Guedes.

Ele encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) um relatório concluindo que Beto não participou das supostas irregularidades, mas recomendou a continuação das investigações sobre a contabilidade paralela da campanha do prefeito.

Agência Senado
Alvaro prefere as pesquisas.

Um grupo de candidatos a vereador do nanico PRTB foi acusado de receber R$ 1,8 mil para abrir uma dissidência favorável a Beto no partido, que fez coligação com o PTB em torno da candidatura do deputado estadual Fábio Camargo à prefeitura de Curitiba.

Na defesa, os candidatos disseram que o dinheiro era para trabalhar na campanha de Beto. O procurador entendeu que os recursos deveriam ter entrado na contabilidade da campanha e, por isso, manifestou-se pelo prosseguimento das investigações sobre o Caixa 2.

A implicação do prefeito nas conclusões da Justiça, era tida, nos bastidores, como um dos poucos motivos que poderiam afastar Beto da disputa com o senador Alvaro Dias pela indicação do partido para concorrer ao governo. O parecer do Procurador foi recebido como um sinal verde para Beto ir em frente.

“Tudo está conspirando favoravelmente a ele”, disse o presidente estadual do PSDB, sobre a pré-candidatura do prefeito tucano. Para Rossoni, tanto Beto como Alvaro terão a possibilidade de mostrar quem reúne as melhores condições para representar o partido.

Allan Costa Pinto
Rossoni: discreta euforia.

Mas Alvaro defende as pesquisas de intenções de votos como critério único de escolha. E tem insistido que este método seria o único a ser adotado no próximo ano, conforme acordo que teria sido feito com a direção nacional do PSDB. Já Rossoni diversifica os critérios ao incorporar outros quesitos no processo.

“A capacidade de fazer alianças é importante porque quanto mais partidos, mais tempo de televisão teremos. Assim como a possibilidade de crescimento, a rejeição. É por aí que o PSDB vai avaliar os candidatos”, justificou.