PF vai fazer novas prisões na Operação Furacão

Iniciada na madrugada da sexta-feira, a Operação Hurricane (Furacão, em inglês) terá uma segunda etapa. Fontes da Polícia Federal e do Ministério Público disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que vão cumprir mais ordens de prisão e mandados de busca e apreensão já expedidos pela Justiça. A nova rodada de prisão deve alcançar mais advogados e políticos, vinculados à máfia do jogo ilegal. Para fazer isso e coletar todas as informações com as 25 pessoas detidas, a PF decidiu pedir hoje a prorrogação por mais cinco dias da prisão temporária de todas elas, inclusive de dois desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, no Rio.

O prazo das prisões temporárias vence às 6 horas de quarta-feira. Com base no exame de documentos apreendidos, os delegados esperam obter novas informações para prosseguir no interrogatório. Além disso, a polícia avalia que há o risco de, em liberdade, os envolvidos tentarem intimidar testemunhas, ocultar provas e destruir documentos. À polícia, caberá sugerir a prorrogação, mas a decisão final caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso, que preside o inquérito. Três depoimentos foram colhidos ontem e outros cinco devem ser tomados hoje. Alguns dos detidos optaram por colaborar com as investigações. Mas grande parte negou-se a depor alegando que não tinha conhecimento das acusações.

Na fase inicial, a PF prendeu delegados federais, juízes e desembargadores suspeitos de vender decisões judiciais que beneficiam bicheiros e controladores de bingos. Entre eles estão os desembargadores José Eduardo Alvim e Ricardo Regueira, do TRF do Rio. Outro alvo dos agentes foi a cúpula do jogo do bicho no Rio. As ordens de prisão foram expedidas por Peluso, a pedido da Procuradoria-Geral da República. O inquérito corre em segredo de Justiça, mas o vazamento de imagens da operação, exibidas no Fantástico, da TV Globo, irritou ministros do Supremo.

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