Duas vereadoras de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba, foram flagradas transportando medicamentos de origem paraguaia proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última sexta-feira (31).

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As parlamentares retornavam de uma viagem oficial a Foz do Iguaçu, realizada em um veículo da Câmara Municipal, quando os produtos foram encontrados.

De acordo com a PRF, a abordagem ocorreu por volta das 14h, no quilômetro 252 da BR-277, em Irati. Durante a vistoria no automóvel oficial, os policiais localizaram quatro ampolas de medicamentos à base de tirzepatida, da marca TG, escondidas entre objetos no porta-malas. A comercialização e a importação desse produto foram proibidas pela Anvisa.

As vereadoras Alexsandra Maria dos Santos Lima, conhecida como Índia, e Vanessa da Silveira estavam em Foz do Iguaçu desde a última terça-feira (28), em uma viagem oficial para buscar recursos destinados ao município. Uma das vereadoras afirmou que o objetivo era visitar a Itaipu Binacional. Durante o período, ambas receberam diárias custeadas pela Câmara Municipal.

Quebra de decoro?

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Ao Meio-Dia Paraná, da RPC TV, o presidente da Câmara de Contenda, Marcos Schinda da Silva, afirmou que o uso do veículo oficial ocorreu de forma diferente da autorizada pela Casa.

“Jamais autorizei, autorizo ou autorizarei a utilização de qualquer veículo oficial da Câmara Municipal para fins particulares, compras pessoais ou qualquer atividade que não seja estritamente vinculada ao interesse público e ao exercício da atividade parlamentar”, afirmou, em nota.

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Será instaurada uma apuração interna para esclarecer os fatos. As vereadoras poderão responder a um processo por quebra de decoro parlamentar. “Eventual utilização diversa daquela informada ou autorizada é de responsabilidade exclusiva de quem praticou o ato”, acrescentou a nota.

A vereadora Alexsandra Lima afirmou, nas redes sociais, que os medicamentos não estavam em sua bagagem e, por isso, disse que não será alvo da investigação relacionada aos produtos apreendidos. “A vereadora não é objeto de investigação relacionada à posse ou ao transporte dos medicamentos noticiados e permanece à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários”, afirmou.

Até a publicação desta reportagem, Vanessa da Silveira não havia se manifestado sobre o caso.

Após a apreensão, as duas parlamentares foram liberadas. A PRF comunicou a Polícia Federal e a Receita Federal, que ficou responsável pelas ampolas apreendidas e pela adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.