A passagem de uma frente fria combinada com o calor sufocante transformou o domingo (27) em um verdadeiro pesadelo para moradores de diversas cidades do interior do Paraná. Chuvas intensas, ventos fortes e pancadas de granizo com pedras do tamanho de ovos de galinha assustaram moradores e deixaram um rastro impressionante de destruição em bairros e zonas rurais das regiões Sudoeste e Centro-Sul.
O levantamento inicial da Defesa Civil aponta que mais de 900 casas sofreram estragos com a força do gelo, afetando cerca de 2,7 mil pessoas. As cidades mais atingidas foram Clevelândia, onde aproximadamente 700 residências tiveram telhados perfurados, e Pinhão, com pelo menos 200 imóveis danificados. Registros de tempestades de menor proporção e chuva pesada de granizo também foram feitos em municípios como Coronel Domingos Soares.
Em Pinhão, a força do temporal assustou quem acompanhava do quintal de casa, onde o chão ficou totalmente coberto de gelo por cerca de 15 minutos, dando a impressão de uma paisagem coberta de neve. O vento chegou a arrancar telhas inteiras de residências e jogá-las sobre carros estacionados nas vias públicas.
Na zona rural, a Escola do Campo João José Zattar teve o telhado destruído e as salas alagadas, o que forçou a suspensão das aulas para um mutirão de limpeza e avaliação dos estragos. Felizmente, apesar do susto e dos prejuízos materiais, a Defesa Civil confirma que não houve registro de feridos.
E quem pensa que o tempo vai dar trégua precisa ficar atento. Segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o estado permanece sob aviso de grande perigo para onda de calor até a quarta-feira (30).
Com os termômetros encostando nos 40°C em várias regiões, a combinação de abafamento e a chegada gradual de uma nova frente fria deve provocar mais pancadas de chuva isoladas, rajadas de vento e risco elevado de novas tempestades em todo o território paranaense.
