Após o Ministério da Educação (MEC) confirmar que bloquearia R$ 5,8 bilhões dos recursos destinados às universidades federais, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) divulgou nesta quinta-feira (2) uma nota informando que também deixará de receber parte da verba vinda do Governo Federal. De acordo com UFPR, o bloqueio orçamentário representa 30% das recursos destinadas ao seu custeio.

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“Este corte, de mais de 48 milhões de reais, impactará itens relativos ao próprio funcionamento da instituição, atingindo diretamente despesas ordinárias como consumo de água, energia, contratos de prestação de serviços, restaurantes universitários, entre outros. Se esta medida não for revertida, as consequências serão graves para o desempenho das atividades da UFPR no segundo semestre de 2019”, divulgou a universidade.

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Sobre os cortes, a instituição afirma que conta com o diálogo com o governo federal para continuar atendendo a comunidade paranaense.  “Como temos feito há mais de 106 anos, sem o perigo de interrupção das nossas atividades, o que acarretará prejuízos imensuráveis para os nossos estudantes e para a sociedade”, informa a UFPR.

Atualmente a UFPR atende uma comunidade com mais de 33 mil alunos, em 164 cursos de graduação e 89 programas de pós-graduação com 89 mestrados e 61 doutorados, além de 45 cursos de especialização e profunda inserção na nossa comunidade em 392 projetos e programas de extensão.

Isonomia

Por meio de nota, o MEC informou que “o critério utilizado para o bloqueio de dotação orçamentária foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos” em decorrência do contingenciamento de recursos decretados pelo governo, que definiu bloqueio de R$ 5,8 bilhões do orçamento da pasta. O MEC ainda divulgou que “estuda aplicar outros critérios como o desempenho acadêmico das universidades e o impacto dos cursos oferecidos no mercado de trabalho”.

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Em entrevista à TV Globo, o secretário de Educação Superior, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, confirmou as informações e alegou “bloqueio preventivo”, que ainda pode ser revisto, conforme avance a situação econômica do País.

“A gente espera que, se a Reforma da Previdência for aprovada, a gente tenha um cenário positivo na economia, com reforço de arrecadação. Daí a gente pode ter uma folga no orçamento das universidades no segundo semestre” afirmou Junior.

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