Trabalhadores da Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) paralisaram as atividades das 7h30 às 11h e bloquearam a BR-116 por mais de uma hora, no início da manhã, além das entradas e saídas do estabelecimento. Cerca de 500 carregadores queimaram pneus, viraram carrinhos e atiraram pedras na estrutura do prédio, em protesto contra as mudanças no regime de trabalho da categoria. A lei que regulamenta a profissão, obriga a sindicalização para continuar trabalhando no local. Não há risco de desabastecimento de alimentos por causa da paralisação, segundo o gerente-geral da Ceasa, Jaime Dias Noveli.

A manifestação só terminou após assembleia entre carregadores e direção da Ceasa. Ficou definido que representantes do Sindicato da Movimentação Geral de Mercadorias fiquem na Ceasa em tempo integral para tirar dúvidas e sindicalizar os trabalhadores interessados. “Eles não querem se sindicalizar porque boa parte não tem documentação. Se houver a regulamentação, alguns teriam que parar de trabalhar”, diz Noveli.

Sindicalização

Segundo ele, a confusão começou quando algumas pessoas começaram a espalhar que os carregadores teriam que pagar cerca de R$ 40 por dia para trabalhar. Eles ganham, em média, R$ 70 de diária. “Com a regularização, os encargos serão cobrados dos tomadores, que são aqueles que requisitam a mão de obra. Não tem custo pros carregadores. Eles vão continuar recebendo a mesma coisa”, afirma. O presidente do sindicato, Raimundo Firmino dos Santos, explica que após a sindicalização o pagamento passa a ser feito por semana e é padronizado. O carregador também passa a receber benefícios trabalhistas.