Paralisação

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado no Paraná

Fotografia em enquadramento médio com perspectiva oblíqua da fachada de uma agência dos Correios. Em primeiro plano, à direita, destaca-se uma parede branca com o logotipo da empresa em formato de setas entrelaçadas nas cores azul e amarela, acompanhado pelo texto "Correios" grafado em azul. À esquerda, estende-se um corredor com uma sequência de portas e janelas de vidro espelhado com caixilhos brancos. Mais ao fundo do corredor, uma pessoa caminha na entrada sob iluminação natural diurna.
Categoria pede aumento de salário e mudanças em benefícios. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Os trabalhadores dos Correios aprovaram, na noite desta quinta-feira (10), uma greve geral por tempo indeterminado no Paraná. A paralisação faz parte de um movimento nacional da categoria, que cobra avanços nas negociações da campanha salarial e mudanças nas condições de trabalho.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), a mobilização ocorre contra o que classifica como intransigência da direção dos Correios. Entre as críticas estão a retirada de direitos históricos, o fechamento de agências no estado e a falta de contratação imediata dos aprovados em concursos públicos.

No Paraná, os efeitos da greve podem atingir as mais de 800 unidades dos Correios em funcionamento no estado. A empresa está presente nos 399 municípios paranaenses, o que amplia o alcance da paralisação e pode afetar serviços de atendimento, distribuição e entrega de encomendas e correspondências.

O que demanda a categoria?

A greve foi aprovada após mais uma tentativa de negociação realizada nesta quinta-feira, com participação das federações de trabalhadores, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e da direção dos Correios. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a reunião terminou sem avanços nas tratativas.

Os empregados decidiram pela paralisação depois de rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 0,87% apresentada pela direção da estatal durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Além do reajuste salarial e da recomposição das perdas provocadas pela inflação, a categoria reivindica a manutenção de benefícios e melhorias na assistência à saúde.

Um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde. Os Correios defendem uma mudança na condição de mantenedora do benefício, medida que preocupa as entidades representantes dos trabalhadores pelos possíveis impactos sobre o custeio e a assistência oferecida a empregados, aposentados e familiares.

Entre as demandas está ainda a contratação dos candidatos aprovados em concursos públicos. O sindicato também critica o fechamento de agências e defende a manutenção da estrutura de atendimento dos Correios no estado.

As agências irão funcionar?

A aprovação da greve não significa que todas as agências serão fechadas automaticamente. Em paralisações, os Correios costumam adotar planos de contingência, com o remanejamento de funcionários para manter o atendimento básico e reduzir os impactos sobre os serviços.

A extensão dos efeitos, porém, depende da adesão dos trabalhadores em cada localidade. Mesmo com a manutenção de parte das unidades em funcionamento, os serviços de distribuição e entrega de encomendas e correspondências podem registrar atrasos e interrupções no Paraná.

A reportagem entrou em contato com os Correios para saber como será o funcionamento das agências e dos serviços no estado  nesta sexta-feira (11) e aguarda retorno.

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