Verão

Tem piscina plástica? Veja dicas simples para reduzir desperdício de água

imagem mostra piscina plástica cheia, montada em quintal
Foto: Depositphotos | Imagem ilustrativa

Um dos maiores vilões do desperdício de água durante o verão são as piscinas plásticas e infláveis. O problema está no hábito comum de descartar toda a água ao final do dia e encher novamente no dia seguinte. Essa rotina, quando repetida frequentemente, gera um consumo de água imprevisível nos sistemas de abastecimento, provocando baixa pressão nas redes e até mesmo situações de desabastecimento em algumas regiões.

Diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que combater o desperdício é uma responsabilidade que precisa ser compartilhada por todos. “O desperdício de uma única piscina de 5 mil litros, trocada duas vezes no fim de semana, pode ser o suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas por 15 dias. O desperdício individual tem prejuízo coletivo”, diz.

Cobrir as piscinas e fazer o tratamento adequado da água são alternativas simples para utilizá-la de forma mais racional, prolongando a vida útil sem a necessidade de descarte diário. Para piscinas fixas, manutenções regulares com profissionais especializados são essenciais para preservar a qualidade da água.

Como fazer a limpeza de piscinas plásticas e infláveis

Medidas simples e econômicas podem evitar esse desperdício desnecessário. O gerente da Sanepar no Litoral, Marcos Muniz, explica que o segredo está em tratar a água e manter as piscinas infláveis sempre cobertas. “Adicione diariamente uma colher de sopa de água sanitária de uso doméstico para cada 1.000 litros de água da piscina. O procedimento não deve ser feito durante o uso da piscina, por isso o ideal é realizar o tratamento antes de dormir e aguardar até o dia seguinte para entrar na água”, diz.

O hipoclorito, componente principal da água sanitária, impede que algas se proliferem (evitando que a água fique esverdeada) e combate o desenvolvimento de bactérias na água. Quando a água não estiver visivelmente suja com terra, areia ou restos de comida, o tratamento pode ser repetido a cada quatro dias, aumentando o tempo de uso da mesma água.

Outra dica é manter a cobertura. Cobrir a piscina nos momentos em que não estiver sendo utilizada impede que sujeiras como folhas e insetos caiam na água. Além disso, a cobertura diminui a exposição à luz solar, que estimula o crescimento de algas e bactérias, e evita que a piscina se torne um potencial criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Para não sobrecarregar o sistema de distribuição, a Sanepar recomenda que o enchimento ou complementação do nível das piscinas seja realizado fora dos horários de maior consumo: antes das 10 horas ou depois das 22 horas.

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