Cinturão Tech

Gigante da tecnologia inicia obras no Paraná e estado avança em polos de inovação

tcs londrina
Foto: Vivian Honorato | N.Com Londrina | Arquivo

Dois projetos voltados à tecnologia marcam esta sexta-feira (27/03) no Paraná. Em Londrina, a Tata Consultancy Services (TCS), empresa global de serviços de TI, consultoria e soluções de negócios, confirma o início das obras de um novo campus que será um dos maiores investimentos da multinacional na América Latina.

O projeto prevê a construção de um complexo de última geração, com 9 mil m², que vai consolidar as operações da empresa na cidade e ampliar a capacidade de crescimento, colocando o Paraná como polo de tecnologia e serviços no Brasil.

Já o segundo projeto é a assinatura do Termo de Cooperação para a implantação do Parque Tecnológico de Campo Mourão. Nesta primeira etapa serão investidos R$ 24 milhões no empreendimento, que busca fortalecer o município como polo regional de inovação e estimular a geração de empregos a partir da ciência e tecnologia.

A gigante global em Londrina

O investimento da multinacional indiana TCS no novo campus em Londrina, no Norte do Paraná, é de R$ 200 milhões (US$ 37 milhões). Presente na cidade há sete anos, onde fica o seu maior centro de operações no Brasil, o complexo deve ser concluído em 2027, com a perspectiva de gerar 1.600 empregos diretos. 

A nova instalação da TCS funcionará como um centro estratégico de colaboração e inovação, possibilitando a transformação dos negócios por meio de tecnologias como inteligência artificial, cibersegurança, soluções ERP, entre outras.

Essa expansão estratégica, que inclui o desenvolvimento das competências da força de trabalho em tecnologias Google, AWS, SAP e Microsoft, impulsionará a inovação para clientes brasileiros e internacionais. Além disso, permitirá que eles cresçam em um ambiente de constante mudança, fortalecendo a visão da TCS de se tornar a maior empresa de serviços de tecnologia orientada por IA do mundo. 

“Cinturão Tech” no Paraná

Londrina e Campo Mourão não são as únicas cidades do Paraná que contam com centros de tecnologia e inovação. O estudo Evolução, Impacto e Potencial dos Parques Tecnológicos do Brasil, publicado em outubro de 2025, aponta que o Paraná concentra 14% das empresas e organizações vinculadas aos parques tecnológicos em operação no Brasil.

Segundo o levantamento, essa participação está distribuída principalmente em oito estados: São Paulo (25%), Rio Grande do Sul (22%), Paraná (14%), Pernambuco (9%), Santa Catarina (9%), Rio Grande do Norte (5%), Minas Gerais (5%) e Rio de Janeiro (3%).

A participação do estado na distribuição nacional de empregos vinculados aos parques subiu de 2,9% em 2017 para 14% em 2023, um crescimento de 377% no período.

Entre parques tecnológicos e habitats de inovação que se destacam no estado estão o Vale do Pinhão, em Curitiba, Iguassu Valley, no Oeste, além de Maringá e Pato Branco.

Confira as funções de alguns polos tecnológicos espalhados pelo Paraná:

  • Curitiba (Vale do Pinhão): O ecossistema da capital é a referência em Smart Cities (Cidades Inteligentes) e mobilidade urbana. Concentra o maior volume de startups e investimentos em tecnologia da indústria e eletroquímica.
  • Cascavel e Toledo (Iguassu Valley): Considerado um dos principais centros de AgTech do país. O foco está na inovação aplicada ao agronegócio e às grandes cooperativas, com soluções de biotecnologia e automação no campo.
  • Maringá (Maringá Tech): Consolidado como um celeiro de exportação de software. A região destaca-se pela união entre empresas locais que prestam serviços de TI para grandes corporações nacionais e internacionais.
  • Pato Branco: Referência em hardware e eletrônica. Foi uma das primeiras cidades do interior a criar parques tecnológicos no Sudoeste.
  • Ponta Grossa: Focado em Inovação Industrial e Logística 4.0, aproveitando a posição estratégica como entroncamento ferroviário e rodoviário para modernizar a cadeia de abastecimento.
  • Foz do Iguaçu (Parque Tecnológico Itaipu): Hub focado em energias renováveis, segurança de barragens e tecnologias de sustentabilidade, aproveitando a infraestrutura da binacional.
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