Foram registradas no Paraná cerca de 2.150 demissões no setor de alimentação fora do lar segundo os sindicatos laborais, sendo pelo menos 1.000 em Curitiba e região metropolitana. O número é 70% maior do que ocorria normalmente antes da pandemia.

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O setor de restaurantes deve demitir 500 mil empregados em todo o Brasil nos próximos 90 dias por causa da queda no movimento de bares e restaurantes provocada pelas restrições de isolamento social. As entidades estimam ainda que o número de demissões pode ser ainda maior pelos acordos firmados individualmente entre patrões e empregados.

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Desde que as restrições de circulação começaram a ser aplicadas, em março, pelo menos 229 empresas do setor fecharam as portas no Paraná segundo a Junta Comercial do estado. Este número compreende apenas aquelas que oficialmente já entraram com pedido de encerramento das atividades.

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Segundo Luis Alberto dos Santos, presidente da Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Paraná (Fethepar), a quantidade de demissões e fechamentos pegou a entidade de surpresa. Para ele, se imaginava que as empresas estariam mais estruturadas para segurar os empregos por pelo menos 90 dias, principalmente com a Medida Provisória 936 do Governo Federal — de redução ou suspensão dos contratos de trabalho.

A entidade afirma que este número pode saltar para 10 mil demissões em todo o estado nos próximos três meses, de um total de 120 mil empregados. Ainda não há dados nacionais consolidados pelas entidades.

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Acordos

Nas cidades paranaenses mais atingidas, como Curitiba e Foz do Iguaçu, as entidades de classe de empregadores e funcionários conseguiram firmar diversos acordos para segurar os empregos pelo menos até junho. A expectativa é de que a flexibilização das regras de isolamento social pode ajudar a manter os empregos nas empresas que conseguirem se manter abertas.

José Ademir Petri, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro, Meios de Hospedagem e Gastronomia de Curitiba e região (Sindehoteis), acredita que os negócios que já fecharam as portas dificilmente voltarão a funcionar na retomada da economia.

De acordo com ele, a maior parte das empresas que chegam ao sindicato para encerrar os contratos de trabalho estão aceitando a orientação de aderirem à MP-936.

Em relação à reabertura do comércio, além da capital do estado, as cidades de Foz do Iguaçu, Maringá e Cascavel também já começaram a flexibilizar as regras de funcionamento dos estabelecimentos.