Doação

Saiba como ser um doador de medula óssea no Paraná

Como doar medula óssea no Paraná. Foto: SESA

No Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, lembrado neste sábado (19/9), o Paraná comemorou o terceiro lugar no ranking dos estados com mais doadores. Ele é o terceiro do país no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), com 597.621 pessoas cadastradas. O número representa 10% do total brasileiro (5,9 milhões) e 50% dos doadores da região Sul (1,2 milhões).

Em 2026, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) registrou 3.158 novos doadores. O transplante de medula pode curar doenças do sangue, como as autoimunes e as genéticas raras, além de anemias e leucemias, inclusive infantis.  

Para ser um doador é preciso ter entre 18 e 35 anos, não ter doenças impeditivas (como HIV, hepatites B e C ou doenças autoimunes) e apresentar documento oficial com foto diretamente em uma unidade do Hemepar. Para o teste de compatibilidade genética, são colhidos apenas 5 ml de sangue.

As informações são registradas no banco nacional de dados, o Redome, que estende a busca por compatibilidade a todos os estados brasileiros, com base em informações médicas dos pacientes que estão na fila.

Pessoas cadastradas podem ser chamadas para doar até completarem 60 anos, por isso, é importante manter as informações cadastrais atualizadas, o que pode ser feito pelo aplicativo ou site do Redome. Por lá, também é possível acessar a carteirinha e o registro de doador.

Diferente de outros transplantes, neste caso, é possível que doador e paciente se conheçam. Desde que todos concordem, após seis meses do transplante, o doador pode ser informado sobre a saúde do receptor. O encontro é autorizado pelo Redome após um ano e meio.

No Paraná, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em 2025, foram realizados 294 transplantes de medula óssea. Em 2026, de janeiro a agosto, foram 267. “Em muitos casos, a doação de medula pode ser a única chance de sobreviver. É uma rede de solidariedade mesmo. Justamente por isso, cada novo cadastro e potencial doador pode realmente fazer a diferença para outra pessoa, e de qualquer lugar do Brasil, e até mesmo de fora”, diz a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni.

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