Os cinco principais adversários de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná se posicionaram neste domingo (20) sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suspender a campanha do candidato do partido Novo.
Em vídeo, Cristina Graeml (PSD) disse respeitar a decisão judicial, mas que isso não significa abrir mão da vontade popular. “Deltan deve receber o julgamento mais importante, o do eleitor nas urnas. (…) Espero que o processo siga seu curso respeitando a soberania popular”, afirmou.
Ao lado do próprio Deltan, Filipe Barros (PL) também levou o discurso para o lado do direito popular, dizendo que o PT quer ganhar as eleições no “tapetão” e não nas urnas. “Mas tenho certeza que essa injustiça será corrigida, da mesma forma como outras injustiças na sua vida já foram corrigidas.”
Os dois concorrentes do Partido dos Trabalhadores (PT) – integrante da coligação que pediu a suspensão – destacaram que a decisão se baseou na Lei da Ficha Limpa, a qual deveria ter impedido a candidatura de Dallagnol desde o início.
Gleisi Hoffmann (PT) lembrou que ele já havia sido reconhecido como inelegível por unanimidade pelo TSE em 2023, que aplicou a alínea “q” da Lei da Ficha Limpa. Ela pontuou que esta lei torna inelegíveis, pelo prazo de oito anos, membros do Ministério Público que tenham pedido exoneração na pendência de processo administrativo disciplinar. “Ninguém está acima da lei. Deltan é ficha suja e não está apto a disputar uma cadeira no Senado Federal.”
Doutor Rosinha (PT) reforçou a afirmação de que Deltan é ficha suja. “Hoje, o TSE deu uma liminar proibindo a campanha dele em rádio, televisão e suspendendo o uso do fundo eleitoral, o que mostra que nós temos razão. Vamos colocar gente séria no Congresso Nacional.”
O candidato Alexandre Curi (Republicanos) ainda não se manifestou a respeito.
Deltan Dallagnol publicou um vídeo comentando sobre a suspensão de sua candidatura. Veja abaixo:
