O diretor-presidente da Comec, Alcidino Bittencourt Pereira, apresentou na reunião da Escola de Governo de ontem o Programa Integrado de Transporte da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo ele, o PIT, como vem sendo chamado o projeto, prevê melhorias no sistema viário, iluminação pública, duplicação de vias, entre dezenas de outras obras, num investimento de R$ 117 milhões até o final do ano.

Algumas obras já estão em execução e outras foram autorizadas ontem pelo governador Roberto Requião. Elas já haviam sido liberadas, mas foram canceladas após as licitações terem sido alvo de inquérito policial, instaurado pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), por terem indícios de manipulação na sua realização. ?O Programa Integrado de Transporte prevê, entre outras coisas, a construção de nove terminais, sete mini-terminais, reforma e ampliação de terminais e 75 quilômetros de obras viárias. O PIT estrutura toda uma região no entorno de Curitiba que nesses últimos 30 anos cresceu sem planejamento, sem infra-estrutura?, afirmou Alcidino.

Segundo ele, o programa possibilita uma hierarquização do sistema viário nos bairros mais isolados da Região Metropolitana de Curitiba, e permite que se priorize como eixo de desenvolvimento comércio, serviços, escolas e creches, diminuindo a procura por esses serviços na capital.

Entre as obras autorizadas ontem por Requião, estão a pavimentação de quase seis quilômetros da Estrada da Ribeira, num valor de R$ 22,6 milhões, e a interseção da Rodovia da Uva, orçada em R$ 3 milhões. Alcidino também informou que será retomada a construção da trincheira nos bairros Jardim Paulista e Jardim Menino Deus, em Quatro Barras, numa obra com extensão de 3,9 quilômetros orçada em R$ 5 milhões. O prolongamento de três quilômetros da Anita Garibaldi também será executado, custando R$ 6,6 milhões.

Execução

Entre as obras que já estão em execução, Alcidino citou o terminal Angélica, em Araucária, com previsão de atender 12.600 passageiros por dia com sete linhas alimentadoras e três troncais. Ele tem uma área coberta de 1.825 metros quadrados e uma área total de terreno com 9.780 metros quadrados.

Alcidino também citou as obras no terminal de Colombo, que é o maior terminal metropolitano, atendendo atualmente 87.900 passageiros por dia, com 14 linhas alimentadoras e seis troncais. Sua área coberta é de 2 mil metros quadrados e o terreno soma 4 mil metros quadrados. O terminal de Guaraituba, também em Colombo, atende 29.600 passageiros por dia e passará por ampliações.

Há ainda a construção do terminal de Roça Grande, que passará a integrar os passageiros que vem em direção a Curitiba, beneficiando 14 mil passageiros, com seis linhas alimentadoras. Concluído, ele terá uma área coberta de 1.506 metros quadrados e uma área comercial de 166 metros quadrados. (AEN)