Discussão técnica

Pedágio free flow não será instalado em trecho previsto no Norte do Paraná

Rolândia, 28 de agosto de 2025 - BR 369.
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

A cobrança automática de pedágio, também conhecida como pedágio free flow, não será mais instalada no ponto que estava previsto em Rolândia, no Norte do Paraná. A definição aconteceu após diálogo e discussão técnica entre a concessionária EPR Litoral Pioneiro, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), e foi divulgada nesta terça-feira (03/02).

Os pórticos eletrônicos ou pedágio free flow são sistemas que possibilitam que a cobrança das tarifas seja realizada de forma automática, sem a necessidade de praças e cancelas. Equipamentos como câmeras e sensores bastam para detectar a passagem do veículo e realizar a cobrança, por meio da identificação das placas ou de tags.

A instalação do sistema em algumas rodovias do Paraná, contempladas pelos lotes 4 e 5 das concessões, já havia gerado uma discussão entre deputados da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que apontaram alguns problemas, como a diferença entre a localização dos pórticos eletrônicos e as praças físicas e os possíveis impactos para moradores lindeiros, que poderiam pagar tarifa cheia em deslocamentos curtos.

Conforme divulgado pelo governo nesta terça, após as conversas, a concessionária responsável pelo trecho decidiu instalar o pórtico na antiga praça de pedágio. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) será comunicada sobre esta decisão.

Lote 4 das rodovias do Paraná

O Lote 4 das novas concessões rodoviárias do Paraná, que tem 627,52 quilômetros de extensão, e prevê R$ 10,8 bilhões em obras (Capex) e R$ 5,6 bilhões em conservação e serviços (Opex), foi arrematado pelo Grupo EPR no final do ano passado.

O Lote 4 abrange 627,52 quilômetros de rodovias que cruzam as regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná, conectando Cornélio Procópio a Guaíra e Maringá a Nova Londrina, com impacto direto em 33 municípios da região, que é considerada estratégica para o escoamento de produtos da agricultura, pecuária e industriais.

A assinatura do contrato está prevista para o dia 6 de fevereiro, mas as cobranças não começam nesta data. Após a assinatura, a concessionária terá até 30 dias para iniciar os serviços, como obras de recuperação do pavimento, sinalização, drenagem e implantação de atendimentos ao usuário, com ambulâncias, guinchos e inspeção de tráfego. A cobrança só será autorizada pela ANTT.

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