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Paraná registra primeiro caso de mpox em 2026 na região da tríplice fronteira

Imagem mostra exames de laboratório e uma pessoa protegida com uma roupa branca fazendo anotações.
Embora seja o primeiro registro de 2026, o Paraná já havia contabilizado 93 casos da doença nos últimos dois anos: 49 em 2024 e 44 em 2025. Foto: AEN.

O primeiro caso de mpox no Paraná em 2026 foi confirmado pela Secretaria da Saúde do estado. O paciente é um homem que reside no Paraguai e procurou atendimento médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Foz do Iguaçu, na região da tríplice fronteira.

A notificação ocorreu há mais de um mês e desde então o caso vem sendo acompanhado pelas equipes de Vigilância Epidemiológica municipal e estadual. Após o monitoramento clínico e investigação de contatos, as autoridades descartaram a transmissão para familiares ou pessoas próximas.

Embora seja o primeiro registro de 2026, o Paraná já havia contabilizado 93 casos da doença nos últimos dois anos: 49 em 2024 e 44 em 2025. Os dados epidemiológicos revelam um perfil predominantemente masculino entre os infectados – 89 homens e apenas quatro mulheres foram diagnosticados nesse período.

A faixa etária mais afetada concentra-se entre 20 e 39 anos, com 68 registros. Também foram contabilizados dois casos entre adolescentes de 10 a 19 anos e 24 entre pessoas de 45 a 59 anos. Segundo a secretaria, esses números seguem o padrão epidemiológico já observado em outros estados brasileiros.

A mpox é uma doença viral cuja transmissão ocorre principalmente por contato próximo ou íntimo com pessoa infectada, especialmente através das lesões de pele. O contágio também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos pessoais como roupas, toalhas e lençóis utilizados por pessoas doentes, além de gotículas respiratórias em situações de proximidade prolongada.

Uma pessoa pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a completa cicatrização das lesões e formação de uma nova camada de pele. Entre os principais sintomas estão:

  • lesões de pele
  • febre
  • linfonodos inchados
  • sensação de fraqueza

As erupções cutâneas geralmente aparecem primeiro no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Ao identificar sinais compatíveis com a doença, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica e realização de exame laboratorial, única forma de confirmar o diagnóstico.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem manter isolamento imediato e evitar compartilhar objetos pessoais. As autoridades sanitárias recomendam lavar regularmente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel, além de higienizar adequadamente roupas de cama, toalhas e vestimentas com água morna e detergente.

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