Meio ambiente

Paraná registra mais de 660 focos de queimadas em 2025; veja como prevenir

Incêndio florestal
Foto: Átila Alberti | Tribuna do Paraná

Nesta época do ano, especialmente em agosto, os riscos de incêndios florestais aumentam significativamente. As condições climáticas típicas desse período, como o tempo seco, ventos fortes e vegetação ressecada, criam um ambiente propício para a propagação do fogo, que pode se alastrar rapidamente por áreas de mata.

As queimadas podem ter causas naturais, como raios (classificadas tecnicamente como incêndios florestais), mas, na maioria, resultam de ações humanas. Fogueiras mal apagadas e, em alguns casos, atos criminosos são alguns exemplos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre 1º de janeiro e 03 de agosto de 2025, o Brasil registrou 27.803 focos de queimadas. O estado do Mato Grosso lidera o ranking com 4.618 ocorrências, seguido por Tocantins (4.077), Maranhão (3.563), Bahia (2838) e Pará (2060). O Paraná aparece em 13º lugar na lista nacional, com 662 focos de incêndio.

Com o aumento das temperaturas globais e a ocorrência de secas prolongadas, tanto a frequência quanto a intensidade dos incêndios florestais têm crescido. Em 2024, o país registrou 37.302 focos de queimadas — o maior número da série histórica recente, superando os anos anteriores: 20.106 em 2023, 23.552 em 2022 e 23.136 em 2021.

Como prevenir incêndios florestais

  • Não jogue lixo ou entulho às margens das rodovias;
  • Não descarte bitucas de cigarro ou fósforos no chão, especialmente em áreas com vegetação seca;
  • Evite o uso de fogo para limpeza de terrenos ou queima de lixo;
  • Não acenda fogueiras próximas a áreas de mata;
  • Mantenha terrenos limpos em regiões próximas à vegetação seca, removendo folhas, galhos e materiais inflamáveis;
  • Não solte balões com fogo, pois eles podem causar incêndios;
  • Fique atento a atividades suspeitas e denuncie para a polícia (190) ou Corpo de Bombeiros (193).

Perigos dos incêndios florestais

Para motoristas que trafegam por rodovias próximas a áreas de mata, os incêndios florestais representam sérios riscos: formação de fumaça densa; redução da visibilidade nas estradas e possíveis bloqueios ou interdições rodoviárias e aeroportos.

A fumaça proveniente dos incêndios também representa um risco à saúde pública, podendo causar ou agravar problemas respiratórios, como asma e bronquite. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas devem redobrar a atenção e evitar a exposição à fumaça.

Tecnologias para combate ao fogo

Nem sempre o uso de água é suficiente para extinguir incêndios em áreas de mata. Segundo Alexandre Mitidieri, diretor de Negócios da Kidde Global Solutions (KGS), uma das soluções modernas utiliza a combinação de água e LGE (líquido gerador de espuma), que aumenta a eficácia no combate ao fogo.

Mitidieri explica que essa mistura atua no resfriamento do material em combustão: “O produto deve ser aplicado com esguichos convencionais, tanto em jato sólido quanto em neblina. A solução penetra rapidamente no material combustível, permitindo que as propriedades de resfriamento da água atuem com mais eficiência no controle do fogo.”

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