Crianças de 4 anos de idade podem receber, a partir desta segunda-feira (3), a segunda dose de reforço da vacina inativada poliomielite (VIP) em todo o estado do Paraná. A aplicação faz parte da atualização do Calendário Nacional de Vacinação feita pelo Ministério da Saúde.
Com a alteração, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser composto por três doses injetáveis da VIP, administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas de dois reforços: um aos 15 meses e outro aos 4 anos.
A orientação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é que crianças menores de 5 anos que não completaram a vacinação tenham a caderneta avaliada na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualização das doses. Segundo a pasta, o objetivo principal do novo reforço é fortalecer a memória imunológica da criança antes do ingresso na rotina escolar.
Em Curitiba, a vacinação ocorre em 106 unidades de saúde da rede municipal. É possível consultar os endereços e horários dos pontos de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) neste link.
Fim da gotinha
A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, não tem tratamento e pode provocar sequelas motoras permanentes, como a paralisia das pernas, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.
A segunda dose de reforço vacinal integra uma estratégia nacional para combater a circulação do poliovírus, causador da infecção. O último caso da doença no Brasil foi registrado em 1989, e o país é reconhecido como área livre da enfermidade desde 1994.
Em 2023, no entanto, foi classificado como de alto risco para a reintrodução do poliovírus por comissão da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a Opas, apenas 83% das crianças do continente americano receberam a terceira dose da vacina em 2024. O percentual recomendado pela OMS para alcançar a imunidade coletiva é de 95%.
A tradicional gotinha, como era chamada a Vacina Oral Poliomielite (VOP), foi substituída pela VIP em novembro de 2024 no país. A via oral é composta pelo vírus vivo enfraquecido, que apresenta um pequeno risco de mutação e, em situações raras, quando circula por longos períodos em populações com baixa cobertura vacinal, pode recuperar a capacidade de causar pólio.
Já a vacina injetável utiliza vírus inativado (morto), que não oferece risco de causar a doença nem pode sofrer mutações.. Já a injetável utiliza o vírus inativado (morto), que não oferece risco de causar a doença ou sofrer mutações.
