A Câmara Municipal de Curitiba reabriu, nesta segunda-feira (3), os seus trabalhos após o recesso de meio de ano. A sessão foi aberta pelo presidente da Câmara, Tico Kuzma, que falou publicamente pela primeira vez após ser alvo da Operação Prática Corrente, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná, que investiga suposto esquema de venda de cargos comissionados.
Depois de abrir a sessão, Tico Kuzma se inscreveu no Pequeno Expediente para um pronunciamento em plenário. Ele explicou que no último dia 7 de julho o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) concedeu decisão liminar suspendendo a investigação conduzida pelo MP-PR sobre as supostas irregularidades no mandato, bem como os procedimentos dela decorrentes até o julgamento do pedido feito por ele para o encerramento das investigações.
Em nota, Kuzma afirma que o TJPR destacou que os fatos relatados na denúncia anônima não foram confirmados pelas diligências realizadas e reconheceu a ausência de provas mínimas necessárias para justificar medidas graves, como a quebra do sigilo financeiro do vereador e outras providências adotadas no curso da investigação.
Mesmo assim, Kuzma se pronunciou apenas nesta segunda-feira, na abertura do semestre legislativo. “É meu dever esclarecer que há cerca de 30 dias tomei conhecimento das investigações, feitas a partir de denúncias anônimas e falsas. Mantive serenidade e colaborei com as investigações, sempre com a consciência tranquila”, disse em seu pronunciamento.
Kuzma afirma que seguirá exercendo suas funções normalmente. “Seguirei exercendo minhas responsabilidades com equilíbrio, serenidade e confiança nas instituições, respeitando o MP, o Poder Judiciário e a Câmara. Mas, respeitar as instituições não significa abrir mão da minha defesa diante de acusações que atingiram minha honra. Não farei mais comentários antes da decisão final”, concluiu.
Novos vereadores
A sessão também foi marcada pela diplomação de dois novos vereadores — Matteus Henrique (PT) e Dalton Borba (Solidariedade) —, que assumem após os vereadores Bruno Secco (Novo) e Toninho da Farmácia (União) perderem suas vagas em decorrência de decisão da Justiça Eleitoral por fraude à cota de gênero.
