Entre janeiro e setembro desde ano, a balança comercial do Paraná acumulou um superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de US$ 18,7 bilhões em exportações e US$ 16,9 bilhões em importações. As vendas ao exterior cresceram 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pela ampliação dos negócios com mercados internacionais.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O desempenho foi sustentado por produtos como soja, carne de frango e farelo de soja, que estão entre os principais itens da pauta exportadora. Outro fator que favoreceu o resultado foi o alcance das exportações paranaenses, que chegaram a 208 mercados.
Segundo o Ipardes, a conquista de novos mercados contribui para sustentar as vendas mesmo diante do aumento das barreiras tarifárias no comércio mundial. Mesmo comprando mais do exterior, o resultado mantém o saldo comercial positivo.
O que impulsionou o crescimento das exportações?
O aumento foi puxado principalmente pela carne de frango, que cresceu 25,8% e passou a representar 17,5% das vendas totais. O óleo de soja bruto teve a maior alta, de 78,9%. Desde março, o estado mantém vendas mensais acima de US$ 2 bilhões, com pico em julho de US$ 2,37 bilhões.
Quais produtos o Paraná mais vendeu ao exterior?
A soja lidera com US$ 3,9 bilhões, seguida pela carne de frango com US$ 3,3 bilhões e farelo de soja com US$ 1,1 bilhão. Papel, máquinas de terraplanagem, celulose, combustíveis, veículos de carga e automóveis também aparecem entre os principais itens exportados.
Quais países mais compraram?
Os produtos paranaenses chegaram a 208 países. A China é o principal destino, comprando US$ 4,3 bilhões (23,1% do total). Argentina vem em segundo com US$ 1 bilhão, seguida por Estados Unidos, Índia e México. O Japão teve o maior crescimento entre os top 10, com alta de 65,3%.
O Paraná também compra do exterior?
Sim. As importações somaram US$ 16,9 bilhões no período, alta de 10,4%. Mesmo assim, a balança comercial é positiva em US$ 1,8 bilhão. Adubos e fertilizantes são os mais comprados, mas houve queda de 10,1%, indicando menor dependência externa nesse setor.
